quarta-feira, 27 de novembro de 2013 - Foto: Reprodução
A Rua Conselheiro Tomás Coelho foi tomada pela grande quantidade do molusco gigante (Leia mais abaixo)
Moradores da Rua Conselheiro Tomás Coelho, no Centro de Campos foram surpreendidos pela grande quantidade de caramujos africanos que invadiram o local nesta terça-feira (26/11).
De acordo com Dráuzio Falcão, supervisor do Setor de Animais Peçonhentos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), a população tem feito solicitação para combate ao molusco gigante, através da aplicação de veneno. Porém, o supervisor orienta ao morador que faça uma limpeza, se houver muito mato no local, antes da aplicação do veneno, pois o mato serve de alimento para eles.
O caramujo-gigante-africano, Achatina fulica, é um molusco oriundo da África. Ele também é chamado de acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano ou rainha-da-África.
Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.
Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias. (Leia mais abaixo)
Além de destruírem plantas nativas e cultivadas, alimentando-se vorazmente de qualquer tipo de vegetação, e competir com espécies nativas – inclusive alimentando-se de outros caramujos; tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças sérias. Felizmente, não foram registrados casos em que essa doença, em nosso país, tenha sido transmitida pelo caramujo-gigante.