Morreu nesta segunda-feira (28) o cantor Leandro Rogério – mais conhecido como Leandro Abusado – em decorrência de uma infecção grave e rara, chamada Síndrome de Fournier. Sucesso do funk dos anos 2000 e autor do hit 'Aqui no baile do Egito', o artista de 40 anos estava internado no Posto de Assistência Médica (PAM) de Irajá, Zona Norte do Rio de Janeiro.
A doença em questão é causada por uma bactéria que afeta os tecidos moles da região perineal, localizada entre os órgãos genitais e o ânus. Caso não seja tratada, essa bactéria consome os tecidos vivos, necrosando a região afetada. A síndrome tem alta taxa de mortalidade (entre 20 a 40%), a depender da gravidade e das comorbidades do paciente. (Leia mais abaixo)
Em março deste ano, Leandro contou que observou um inchaço na região perineal durante duas semanas, mas que não achou que fosse grave. Ele decidiu buscar ajuda médica ao notar que um cheiro ruim vindo do local.
– Isso tudo é causado por uma bactéria que penetra pelo pelo e se espalha pelo corpo. Se não se tratar e se cuidar, vai inchar tudo e a bactéria vai comer a comer os pedaços de carne. Foi o que aconteceu comigo, minhas partes íntimas começaram a inchar, eu não sabia o que era, fiquei convivendo com isso duas semanas, e na segunda vi que estava saindo um cheiro estranho. Fui ao hospital e já estava algumas partes necrosadas – explicou, em vídeo no Instagram.
O cantor chegou a fazer uma vaquinha para ajudar a custear o tratamento e a compra de fraldas geriátricas, tendo arrecadado R$ 1.699,56.
A equipe do artista, contudo, noticiou a sua morte nesta segunda, em comunicado nas redes sociais.
– É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso amigo. Nossas condolências aos familiares e amigos por essa perda irreparável – expressou. (Leia mais abaixo)
A infecção bacteriana da Síndrome de Fournier pode surgir em decorrência de pequenos traumas ou cortes, infecções urinárias ou anorretais, furúnculos, procedimentos urológicos, ginecológicos ou anais, picadas de inseto e até falta de higiene íntima.
O tratamento envolve internação imediata, normalmente na UTI, uso de antibióticos potentes e intravenosos, cirurgia de desbridamento para remover o tecido necrosado e colostomia temporária em alguns casos. Há ainda pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.
Fonte: Pleno News