A indústria da magreza ganhou mais um aliado na perda por uns quilinhos a mais. São as canetas emagrecedoras, febres nas redes sociais e para aqueles ou aquelas que apostam numa forma um pouco mais fácil para manter um shape mais sequinho. O problema é que os medicamentos como Ozempic, Mounjauro, Wegovy e outros afins, indicados para quem tem diabetes tipo 2, mas emagrecem, estão sendo usados de forma indiscriminada. E muita gente nem precisa, mas acha que o corpo será moldado graças aos remédios e acaba ingerindo, inclusive sem prescrição médica, e tendo problemas por conta desse comportamento.
Foi o que aconteceu com a jovem Bettina Rudolph. Em sua conta no Instagram, ela contou que tem compulsão alimentar e, apesar de ter apenas 52 quilos, acabou usando o mounjauro no primeiro trimestre deste ano. "Com o remédio, fiquei seis meses sem menstruar, tive restrições alimentares severas, saúde mental abalada. Engordei quando parei e fiquei com Sibo, por conta do esvaziamento gástrico, crescimento de bactérias no intestino proliferado. Foi uma cagada. Eu não tinha indicação para o remédio", diz ela, que não é contra o medicamento, mas tomar por vaidade é uma grande roubada. Além dela, outras pessoas que não sofrem de diabetes também aderiram e algumas reclamaram de tonteiras e mal-estar. (Leia mais abaixo)
Especialistas de várias áreas foram ouvidos pelo jornal O DIA e falaram sobre a importância das canetas emagrecedoras, principalmente para quem tem diabetes e para os obesos. Eles também se preocupam com o exagero que paira na sociedade na busca de um corpo perfeito.Cardiologista metabólica, Priscila Sobral, fala sobe os medicamentos. "Já existem diversos estudos mostrando que os medicamentos que atuam no receptor de GLP-1 (hormônio) podem auxiliar no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade e traz benefícios importantes para a saúde cardiovascular: reduzem o risco cardiometabólico, ajudam no controle da pressão arterial e melhoram desequilíbrios metabólicos".
Ela explica também que se deve ter muito cuidado antes de tomá-los. "É fundamental reforçar que esses medicamentos também apresentam riscos. Por isso, precisamos avaliar cuidadosamente as contraindicações, investigar doenças pré-existentes e realizar um check-up completo antes de iniciar o uso. As canetas atuam no trato gastrointestinal, então é essencial analisar a saúde digestiva e metabólica do paciente". (Leia mais abaixo)
A profissional afirma que outro ponto de atenção é o emagrecimento muito rápido."A perda acelerada de peso pode levar à redução de massa magra, queda de energia e diminuição significativa da ingestão alimentar, o que aumenta o risco de distúrbios metabólicos e eletrolíticos",finaliza. Rapidez custa caro à saúde
Farmacêutica, esteticista e acupunturista, Silmeri Bolognani explica que as pessoas querem um resultado a jato. "Com a popularização das canetas emagrecedoras, muita gente tem buscado o benefício do emagrecimento rápido, porém esses resultados acelerados podem custar caro à nossa saúde. Na prática clínica, surgem efeitos como irritabilidade, queda de cabelo, perda de massa magra e uma flacidez que atinge o rosto, o corpo e até a região íntima, gerando um aspecto envelhecido porque até áreas como o monte de Vênus e o monte pubiano perdem gordura", explica a especialista. (Leia mais abaixo)