Candidatos que fizeram concurso para o IFF querem anulação

As provas aconteceram domingo (19) e denunciantes vão entrar no MP contra o concurso


  • 20/03/2017 17h35 Foto: Divulgação.
Se depender da maioria dos candidatos de Campos e região que participou neste domingo (19) do concurso público realizado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), para diferentes áreas e níveis de escolaridade, ele será anulado. A previsão é de que até esta quarta-feira (22), no máximo, um maior número possível de candidatos entre com ação no Ministério Público (MP) pedindo a anulação do concurso que, segundo os denunciantes, apresentou provas de níveis médio e superior com questões repetidas, além de questões copiadas de concursos anteriores, entre outras irregularidades. Nesta segunda-feira (20) alguns candidatos fizeram a denúncia através do facebook, na página do IFF, o que fez com que a instituição publicasse nota oficial afirmando que irá tomar providências: “O Instituto Federal Fluminense, reafirmando seu inafastável compromisso com a ética e a lisura, tomando conhecimento de possíveis irregularidades em algumas provas do Concurso Público, realizado no dia 19 de março de 2017, especialmente àquelas relacionadas com a repetição das questões para os cargos de nível superior nos turnos da manhã e da tarde, vem a público informar que está apurando os fatos com rigor e adotando as medidas cabíveis junto à Metrópole Soluções Empresariais, empresa contratada por processo licitatório para a realização do concurso, a fim de assegurar a correção de todos os procedimentos e as condições de igualdade entre os candidatos”. O professor de inglês e candidato à vaga de professor de automação industrial, Yago Pessanha, disse que foi um dos primeiros a sentir que havia prova repetida, já que na parte da manhã fez prova de nível superior e à tarde outra, para outro cargo, mas de nível médio, percebendo a semelhança das questões. “Se não bastasse isso, quando divulgaram o gabarito, eles eram diferentes. Se as questões foram iguais, como os gabaritos eram diferentes?”, questiona o candidato. Já a bióloga Inês Ribeiro Machado, que concorre com cerca de sete mil candidatos a uma das 11 vagas de assistente administrativo, afirma que existem ainda mais irregularidades no concurso. Ela cita a “falta de preparo” da banca que ministrou as provas, entregando provas que não estavam lacradas, o que é proibido em concursos. E, ainda, candidatos usando celulares, relógio de ponteiro, lapiseira sobre a mesa, falta de detector de metal nos banheiros, entre outros. - Tinham também questões plagiadas da internet e muito mais. Nesta terça-feira estaremos reunidos juntando as provas e até quarta-feira estaremos dando entrada com ação no MP. Estamos convidando outros candidatos que como nós estão se sentindo prejudicados para engrossar nosso movimento. Vamos nos reunir às 19h no curso preparatório que fizemos durante meses na avenida Alberto Torres para discutir o problema. São milhares de pessoas desempregadas, que gastaram para fazer curso, criaram expectativas e para acontecer isso? – finaliza a candidata.



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