O tenente coronel reformado da Polícia Militar, Almir Porto de Oliveira, candidato a vice-prefeito nestas eleições de 2020 na chapa do empresário Cláudio Rangel (PMN), quer se reaproximar do presidente Jair Bolsonaro. Não que Porto esteja brigado com o mandatário da Nação, mas ambos já foram candidatos a vereador na cidade do Rio de Janeiro, em 1988, período em que tiveram uma aproximação, mas o tempo passou e perderam o contato. Em entrevista ao Campos 24 Horas, o militar fala, entre outros assuntos, sobre a importância da experiência do empresário Cláudio Rangel para governar o município, caso seja eleito. (leia a entrevista completa abaixo)
— Fomos candidatos juntos, sempre ia ao seu comitê de campanha, em Bento Ribeiro, na zona norte do Rio. Depois como deputado, nas vezes em que precisei dele, nunca deixou de me atender. Em 2008, estive em Brasília, almoçamos juntos e tiramos fotos, mas depois que se elegeu presidente ficou mais difícil, ele tem que atender muita gente. Ainda assim vou tentar um contato com sua assessoria pedindo sua visita a nossa cidade. Quero trazer Bolsonaro a Campos, ainda antes das eleições, vou buscar esse novo contato com ele — disse Coronel Porto, como é mais conhecido. (Leia mais abaixo)
Aos 81 anos, Porto enaltece a experiência do companheiro de chapa como qualidade imprescindível para administrar um município do porte de Campos e com todas as dificuldades impostas pela atual crise financeira na Prefeitura. “A candidatura de Cláudio Rangel, sem desfavor aos demais postulantes, é a melhor. Pela sua experiência de vida, por ser um empresário realizado e que não precisa de política pra viver. Nós temos jovens candidatos nestas eleições, a juventude é o futuro do Brasil, mas há candidatos sem nenhuma experiência administrativa. O Cláudio está nesta luta pela sua experiência, por ser um campista de bem que deseja o desenvolvimento de sua cidade, a fim de tirar Campos deste marasmo, trazer indústrias para cá, com crescimento e geração de empregos. A situação de Campos é muito difícil, com lojas fechando e o comércio com muitas dificuldades de sobrevivência”, disse.
A atividade política não é novidade para Porto. Como militar, serviu a vários governadores do antigo Estado do Rio de Janeiro. “Não sou propriamente um expert em política, mas de Roberto Silveira a Raimundo Padilha, estive ao lado de todos os governadores no gabinete militar. Isso me trouxe um aprendizado maravilhoso — afirmou.
Natural da Baixada Campista, Almir Porto tem um currículo vasto. De origem humildade, trabalhou na extinta Usina Outeiro, onde foi cortador de cana e depois numa cerâmica e foi também pescador, no Farol de São Thomé. Posteriormente, foi morar no Rio de Janeiro (“fui prá lá como favelado, morando na Vila Cruzeiro, na Penha”), estudou, se preparou e foi professor do curso preparatório Bahiense, depois passou para ser soldado bombeiro, em Niterói, antes de ingressar como soldado na Polícia Militar, galgando várias posições até chegar ao posto de tenente-coronel.
Na Polícia, exerceu inúmeras funções em diferentes unidades do Estado até encerrar suas atividades no 8º Batalhão da PM, em Campos. "Foram 37 anos de efetivos serviços prestados à Polícia Militar, sem nenhuma punição, o que muito me honra", menciona com orgulho.
Formado em Ciências Jurídicas e Telecomunicações, além de outros tantos cursos no âmbito da Polícia Militar, Porto foi agraciado com diversas condecorações e títulos de cidadania em vários municípios fluminenses, além de diplomas e títulos na Assembléia Legislativa e Câmara Municipal de Campos e outras casas legislativas da região e do Estado. (Leia mais abaixo)
Caso a chapa seja eleita, Almir Porto admite que será um soldado sempre pronto a colaborar com uma eventual administração. “Na condição de militar, sou disciplinado e sempre pronto para servir. Estarei com ele para o que me for designado a fazer. O importante é ser útil”, concluiu.