Campos tem famílias que insistem em permanecer em áreas de risco de enchente

Casas do Morar Feliz foram disponibilizadas pela Prefeitura, mas muitos moradores da Ilha do Cunha e do Parque Aldeia não saíram de suas casas


  • ATUALIZADO EM 27/10/2024, 09h33, Foto: Divulgação.

Postado por Fabiano Venancio - As chuvas de verão se aproximam, os eventos climáticos se tornam cada vez mais violentos. Mas em Campos há ainda dezenas de famílias que insistem permanecer em áreas de risco como a Ilha do Cunha, no bairro do Caju, e às margens da BR-356, entre os bairros do Fundão e Aldeia, em Guarus. Esta semana, equipes de assistentes sociais e técnicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, com apoio da Defesa Civil Municipal, estiveram na Ilha, a fim de realizar o mapeamento das famílias que habitam o local e convencê-las a deixar as casas onde moram para outras residências oferecidas pelo programa de aluguel social da prefeitura. Foram listados nomes, telefones, endereços e outros dados dos componentes familiares e as informações foram repassadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que está acompanhando a situação e solicitou providencias à Prefeitura.

Desde 2012 que a Prefeitura de Campos tenta solucionar o problema dos moradores da Ilha do Cunha. Na ocasião foram disponibilizadas residências do programa Morar Feliz, no Parque Esplanada, mas muitos moradores não saíram do local e outras retornaram. (Leia mais abaixo)

Através do programa de aluguel, a Prefeitura já colocou várias opções de moradias em diferentes bairros à disposição dos moradores, que se recusam em sair do local.

Mas algumas famílias que construíram ali suas casas alegam que as crianças estudavam em escola próxima às residências, outros moradores argumentam que tem direito a continuar onde estão não querem sair dali.

As equipes da prefeitura contra argumentam, entre outras alegações, que os moradores não podem colocar sob risco suas vidas e a de seus filhos.

O secretário Rodrigo Carvalho frisou que as casas foram construídas em uma área irregular e que é afetada em época de fortes chuvas. Ao final do mapeamento, que foi realizado também para atender a uma solicitação do as informações serão entregues ao órgão.

“Além das questões das chuvas, já que a Ilha do Cunha é atingida nessa época, o processo do MP pretende recuperar aquela área, que é considerada irregular”, disse a técnica responsável pela Supervisão, Samara Trindade. (Leia mais abaixo)

O subsecretário de Defesa Civil, Edson Pessanha, alerta que os eventos climáticos, como as enchentes, tem sido cada vez mais ameaçadores nos últimos anos e acrescentou que há outras famílias em áreas de risco às margens da BR 356, entre o Fundão e Parque Aldeia.



fique bem informado