Postado por Fabiano Venancio - Fenômeno recente nas últimas eleições, o crescimento de candidatos com formação militar ou vinculados à área da segurança pública também se sucede em Campos na disputa por uma vaga na Câmara de Vereadores no pleito eleitoral desse ano. Levantamento da reportagem do Campos 24 Horas mostra que, entre os concorrentes à uma cadeira no Legislativo, estão o vereador Cabo Alonsimar (PDT), que disputa a reeleição; o secretário licenciado de Ordem Pública do município, o subtenente da PM Jackson Souza, o Sub Jackson (PP); o comandante licenciado da Guarda Civil Municipal, Wellington Levino (PL); o presidente da Asmennf (Associação dos Servidores Militares do Norte Noroeste Fluminense), Gilson Gomes (MDB); Dimisson Nogueira (PMB), bombeiro militar, e o médico e oficial da PM Dr. Maninho. E a lista não para por aí. (leia abaixo)
Outros que também pleiteiam uma vaga na Câmara são os ex-vereadores Abu (União Brasil), proprietário de uma empresa de serviços de segurança), e Genásio (União Brasil), policial militar reformado; mais o coronel Paulo Rodriguez (União Brasil), bombeiro militar; Edson Santos (PL), militar reformado; Wellington Dutra Almeida (Republicanos), bombeiro militar; Carlos Xará (PL), policial militar reformado; e Marlon Andrews (PSD), guarda municipal. (Leia mais abaixo)
Ainda completam a lista o servidor público Fábio Vasconcellos Cardoso (União Brasil), o Fabinho Sorriso, que também integra os quadros da Guarda Civil Municipal; o major Rosemberg Carlos Silveira (PSD); e o cabo Diego Anomal (PL).
O fenômeno tem crescido no rastro da ascensão ao Palácio do Planalto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua base com forte presença de militares, além do discurso com ênfase na segurança pública.
Na última eleição, em 2020, o total de candidaturas de militares no país teve um crescimento de cerca de 10% quando comparadas com as de 2016. A maior parte dos militares candidatos disputava uma vaga para as Câmaras municipais (5,9 mil). Outros 387 eram postulantes ao cargo de prefeito.
O crescimento de candidaturas de militares também costuma estar associada a crises na área da segurança, quando o tema ganha muita visibilidade e acaba estimulando a participação de agentes da segurança nas eleições.
Ultimamente, os candidatos a prefeito e formuladores de seus programas de governo tem admitido a necessidade de uma responsabilidade compartilhada da segurança pública pelos municípios com os governos estaduais, inclusive com projetos de reestruturação, reforço e aparelhamento das guardas civis municipais para ações de cooperação com as polícias militares. (Leia mais abaixo)