24/06/2015 - às 17h05 - Foto: Divulgação

Campos esteve presente na abertura e durante todo o primeiro dia da 8ª Feira e da Conferência Brasil Offshore, no Centro de Convenções em Macaé, nesta terça-feira (23), através da Superintendência de Petróleo e Energias Alternativas.
Embora seja considerada a terceira maior feira do setor petróleo e gás do mundo, neste primeiro dia do evento ficaram evidentes os efeitos da crise econômica que afeta do Brasil, mediante a ausência das grandes companhias, a inexistência dos maiores players e a falta da realização de grandes negociações, conforme ocorriam nas edições anteriores.
- A crise afetou o coração da cadeia produtiva do petróleo, que são as indústrias e empresas que empregavam milhares de trabalhadores. Muitas são as empresas que tinham contratos com a Petrobras e neste tempo de crise econômica, amargam débitos, juros e demissões – disse o superintendente adjunto de Petróleo e Energias Alternativas, José Alair Almeida.
Representantes dos municípios da região principal de produção de petróleo da Bacia de Campos, desde Maricá a São João da Barra, demonstraram grande preocupação com o cenário pessimista que o setor de petróleo apresenta. O número reduzido de empresas foi mais um motivo de preocupação neste primeiro dia da Feira, que provocaram termos como "dias difíceis e futuro incerto".
O cenário de dias melhores ainda não se avista e nesta perspectiva muitas pequenas empresas compartilham espaço e custos, na ânsia de sobreviver às dificuldades de gestão dos municípios produtores de petróleo, devido à perda de receita.
Durante conversas nos estandes, gestores municipais abordaram como “saída para a perda de receita, a antecipação de receitas, através da Resolução 15/2015 do Senado, uma proposta apresentada ao senador Marcelo Crivella pelo secretário de Governo, Anthony Garotinho, aprovada pela Casa, que permitirá a retomada das obras públicas paralisadas nas prefeituras, focadas nas pessoas, no crescimento e na geração de emprego e renda”.