O prazo para os vereadores e prefeitos que vão concorrer às eleições 2020 mudarem de partido, a chamada “janela partidária”, começa nesta quinta-feira (05), mas em Campos o tabuleiro de xadrez político já está sendo movimentado há meses. Hoje o país conta com 33 partidos políticos e, entre eles, a estimativa é de que devem surgir mais de mil candidatos à Câmara de Vereadores de Campos, a maioria destes circulando em torno de três principais nomes hoje em vidência à Prefeitura de Campos - Wladimir Garotinho, Caio Vianna e Rafael Diniz, este último apesar do desgaste político ainda está no rol dos três.
Um dado relevante e que pode dificultar para alguns candidatos é que a nova legislação eleitoral impede a coligação de partidos para eleições de vereadores. Os partidos terão que lançar nominata completa, devendo obrigatoriamente reservar 30% de vagas para as mulheres. A Lei dos Partidos estabelece que 5% do Fundo Partidário precisa ser gasto com a “criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres”. (Leia mais abaixo)
NO MESMO BARCO POLÍTICO
Apesar da grande quantidade de partidos políticos no país – alguns deles, por serem mais novos, não têm direito a lançar candidatos - estes possíveis mil candidatos a vereador deverão circular nos partidos que envolvam os três principais candidatos a prefeito em evidência atualmente – Wladimir Garotinho, Caio Vianna e Rafael Diniz, este último apesar de todo o desgaste político ainda figura neste quadro de três.
Prova disso é a quantidade de vereadores que, antes mesmo de abertura do prazo da janela partidária, já terem sinalizado mudança de partido, objetivando estar entre esses três acima. O vereador Silvinho Martins (PRP) é um dos que poderá mudar de partido, passando para o MDB, partido que também está no rol de apoiadores da candidatura de Diniz. Outro que também mudará de partido é o vereador Igor Pereira (PSB), partido que também está com Diniz. Este poderá ir para o PDT de Caio Vianna.
E tem mais. O vereador Jorge Virgílio (PRP) já mostrou algumas vezes que poderá mudar para o DC, comandado na região pelo deputado estadual João Peixoto. O DC é um dos partidos que apoiará o hoje pré-candidato a prefeito, Rafael Diniz. Até mesmo o líder do governo na Câmara, vereador Genásio, está na lista dos prováveis políticos que vão aderir à janela partidária.
MAIS NOVIDADE (Leia mais abaixo)
Tem ainda a questão do quociente eleitoral, que é outra história. O advogado especialista em Direito Eleitoral, Luiz Henrique Freitas, explica que trata se da divisão de votos válidos pelo número de cadeiras oferecidas pelo Legislativo. E, neste caso, para efeito de cálculo, serão contados somente os votos válidos, não computando nem os votos nulos e nem os brancos.
- Aqui em Campos, por exemplo, se forem 300 mil votos válidos, eles são divididos por 25, que é o número de cadeiras da nossa Câmara, totalizando 12 mil votos válidos (quociente eleitoral). Depois calcula-se o quociente partidário, resultado que vai definir o número de cadeira disponível para o partido. Se um partido receber, por exemplo, 36 mil votos no total, divide pelo quociente eleitoral que fizemos as contas e deu 12, obtendo, a princípio, 3 vagas parlamentares por partido -, explica o especialista.