Campos no combate ao trabalho infantil

A ação, além de marcar a data, teve o objetivo de incentivar a participação da população na luta contra o trabalho infantil


12/06/2015     -     às 13h30      -         Foto: Sup. de Comunicação photos (6) photos (7)Nesta sexta-feira, 12 de junho, Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social promoveu uma caminhada pelo Centro de Campos, com distribuição de panfletos e orientação aos cidadãos que se depararem com quadros de exploração de crianças, como mão de obra em atividades laborais. A ação, além de marcar a data, teve o objetivo de incentivar a participação da população na luta contra o trabalho infantil e divulgar os principais telefones para denúncias, como o Disque 100. A diretora de Proteção Social Especial, Ana Alice Alvarenga, destaca os principais empecilhos na execução do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). - Na maioria dos casos, esse trabalho é camuflado, como o da criança que estuda, mas fica parte do dia na casa de um parente ou conhecido da família, fazendo trabalhos domésticos, ou mesmo dos filhos que acompanham os pais no trabalho deles. Criança não deve ter obrigação de prestar nenhuma atividade laboral, pois o tempo dela deve ser absorvido na escola e em atividades lúdicas e culturais, no contraturno escolar. Além disso, as pessoas ainda desconhecem a importância de denunciar - diz a diretora. A professora Carmem Augusta Medeiros Rocha e a mãe, Elzi da Silva Medeiros, de 86 anos, apoiam a ação. “Criança tem de estar na escola e ter o tempo todo ocupado por atividades voltadas para educação, como aulas de reforço, de teatro, esportes. Denunciar é obrigação do cidadão que verificar qualquer caso de exploração do trabalho infantil”, ressalta a professora. “É importante que as pessoas denunciem. Sempre cobrei dos meus filhos e netos que eles acompanhem o desenvolvimento dos filhos na escola, porque criança tem de estudar”, completou dona Elzi.



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