O Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a Covid-19, mas o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), afirmou que o município não irá seguir a nova recomendação. Em nota técnica publicada nesta quarta-feira (15) pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade. .
"A cidade de Campos vai continuar vacinando nossos adolescentes de até 12 anos, não seguiremos a recomendação do Ministério da Saúde. Vacinas salvam vidas", postou o prefeito Wladimir em suas redes sociais, na tarde desta quinta-feira. . (Leia mais abaixo)
Uma nota técnica anterior do Ministerio da Saúde, também de setembro, recomendava que a imunização dos adolescentes tivesse início nessa quarta (15), com a ressalva de que os que não apresentassem comorbidades deveriam ser os últimos a ser vacinados.
A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.
A OMS, entretanto, não chegou a afirmar que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos não é prioritária.
O ministério também argumentou que a decisão foi tomada devido ao fato de a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela Covid-19 apresentarem evolução benigna da doença.
Outro ponto levantado foi o de que houve uma redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por Covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora do cenário epidemiológico. (Leia mais abaixo)
Atualmente, apenas a vacina da Pfizer/Biontech tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em adolescentes a partir de 12 anos.