terça-feira, 8 de janeiro de 2013 (Foto: Campos 24 Horas)
As ações começaram a ser traçadas na primeira reunião de trabalho de secretários municipais (Leia mais abaixo)
Solo rachado no fundo de trechos de canais secundários e em antigos canais alagados; água salinizada em trechos de canais importantes para a irrigação da terra; salinização do solo em áreas de produção de agricultura e pecuária em parte da extensa Baixada Campista. No setor Norte do Município, na chamada região de tabuleiros, onde a topografia em altiplanos deixa o lençol freático mais distante ainda da superfície. O cenário não é melhor no setor Sul do município, região que predomina a pecuária e a produção de cana, com pastos secos e canaviais aniquilados pela falta de chuvas.
Diante deste quadro, a Prefeitura de Campos criou a Força Tarefa para minimizar os efeitos da seca nas regiões de produção agrícola e de pecuária, e já adota medias emergenciais para tentar aduzir água do Rio Paraíba do Sul e da Lagoa Feia para os principais canais, com o objetivo de elevar o lençol freático, fazer chegar água nos bebedouros do gado e proporcionar a umidade ao solo, de forma a salvar parte das plantações que ainda resistem a falta de água.
“Campos já perdeu cerca de 40% da produção leiteira e a situação não é melhor nas áreas agrícolas. Quem plantou cana no mês de dezembro, na expectativa histórica de que haveria calor e água abundante das chuvas desse período, necessárias para fazer germinar e crescer a planta, infelizmente, já perdeu todo o investimento, com o preparo do solo, com a compra da cana planta e com o plantio por causa da falta de umidade necessária para o ciclo da planta”, informou Eduardo Crespo.
Déficit Hídrico acentuado - A situação poderia estar menos crítica na Baixada Campista não fossem os vários trechos de assoreamento na extensão dos canais. Neste pontos, onde o Inea não realizou a dragagem no ano passado, existe muito mato e muito sedimentos (barro, terra, areia e vegetação)