Campos, Macaé e SJB zeram participações especiais

Pela primeira vez em sua história como município produtor, Campos zerou o recebimento de repasse de participações especiais previstas para um trimestre


  • 12/08/2020, 09h57, Foto: Divulgação.

Pela primeira vez em sua história como município produtor, Campos (RJ), que batiza aquela que já uma das principais bacias petrolíferas do Brasil, zerou o recebimento de repasse de participações especiais previstas para um trimestre, em face do comportamento do barril de petróleo a US$ 40. Também não receberam nenhuma participação especial as cidades fluminenses de Macaé, polo das operações da Petrobras desde 1978, São João da Barra, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Armação de Búzios e Carapebus.

Para se ter uma noção desse impacto, Campos em agosto de 2018 recebeu R$ 64,18 milhões, arrecadando no mesmo mês do ano seguinte R$ 34,98 milhões. Em maio, Campos recebeu de participações especiais apenas R$ 1,1 milhão, em fevereiro R$ 5,87 milhões e em novembro de 2019 R$ 16,98 milhões. (Leia mais abaixo)

Segundo o pesquisador na área, Wellington Abreu, Superintendente de Petróleo de São João da Barra (RJ), o cenário de restrição severa era esperada para as participações especiais:

– É trágico, mas já sabemos que a Participação Especial é originária da lucratividade líquida das subsidiárias sobre campos de alta produtividade. Com os preços se mantendo em abaixo dos U$ 40, nos meses de maio a julho o resultado não poderia ser outro.

Wellington lembra que “até os campos do pré-Sal com altíssima produção pagaram muito menos que o mês de maio”. Neste exemplo, encaixam-se Maricá e Niterói, por exemplo. Nesta participação especial, tiveram queda de -42,9%, recebendo, respectivamente, R$ 119,81 milhões e R$ 105,28 milhões.

E, complementa: “Devemos ter um aumento nos royalties agora de agosto, mas não espero nada para a Participação Especial de novembro. O clima continua o mesmo, exigindo austeridade no controle financeiro e modo de sobrevivência até novos horizontes para o pós pandemia que promete ser tenso”.

Fonte: Fator Econômico (Leia mais abaixo)



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