Postado por Fabiano Venancio - Se a guerra no Oriente Médio terminar hoje, Campos já terá um aumento calculado em cerca de R$ 50 milhões em repasses de royalties, de acordo com estimativa do economista Ranulfo Vidigal, diretor de Indicadores Sociais e Econômicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Por outro lado, o economista fala ao Campos 24 Horas a respeito de um lado negativo da guerra para os brasileiros: inflação e recessão por conta dos efeitos colaterais de uma alta mais prolongada nos combustíveis.
"Se a guerra terminar hoje ou daqui a uma semana, o que parece pouco provável, esses R$ 50 milhões já estão garantidos porque a cotação média do petróleo disparou e está mantida sistematicamente acima de 100 dólares o barril", analisou. (Leia mais abaixo)
Em comparação com a cotação média do ano passado, o percentual de aumento está em torno de 60%, calcula Ranulfo.
Em 2025, o preço médio do barril de petróleo tipo Brent estava em torno de 65 dólares. Segundo o especialista, o mês crucial para a definição do preço do petróleo será abril.
"Porque neste período os estoques mundiais que ainda estão segurando o petróleo a um preço alto, mas ainda razoável, essas reservas vão escassear. Tanto é verdade que países como a Tailândia ou Filipinas já estão fazendo racionamento de combustíveis. Se a gente passar de abril nesta situação, provavelmente vamos ter uma cotação média ainda maior se essa guerra não se resolver".
O economista prevê ainda que com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e os ataques iranianos contra bases dos EUA no Oriente Médio, as estimativas apontam para que a cada mês adicional de guerra haja um acréscimo de R$ 25 milhões de indenização em royalties no orçamento da Prefeitura de Campos.
Por outro lado, Ranulfo lembra que os efeitos colaterais de uma alta mais prolongada nos combustíveis deve trazer inflação e recessão. (Leia mais abaixo)
"O IPCA acaba de sair, bateu na casa dos 15%. Isso é péssimo tanto para as finanças dos municípios como dos Estados e s União porque resulta em queda no crescimento e menos arrecadação de impostos", concluiu.