07/04/2016 17h20 | Foto: Supcom

O secretário municipal de Saúde, Geraldo Venancio, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira(07), na sala da presidência da Fundação Municipal de Saúde, sobre a auditoria que vai ocorreu nos hospitais do município. Ele ressaltou que, anualmente, o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), realiza auditoria em todos os municípios do país, que recebem investimentos financeiros do governo federal.
- A auditoria é uma das atribuições do Denasus. Esse procedimento é realizado pelo menos uma vez por ano, não somente em Campos, mas em todos os municípios brasileiros com verba SUS - disse o secretário.
Segundo ele, das demandas apresentadas pelo Ministério Público Federal à Secretaria de Saúde, diversas já foram contempladas e informadas ao órgão, que envia relatórios das atividades ao Ministério da Saúde e à Câmara Municipal de Campos frequentemente. As demais demandas estão em curso.
"Profissionais que não foram encontrados no local de trabalho na hora prevista, por exemplo, e que não apresentaram defesa, sofreram as sanções cabíveis. A Secretaria realizou todos os trâmites administrativos para aquisição de novos materiais e equipamentos, reformou dezenas de unidades e outras estão passando por obras de reforma e ampliação, realizou concurso público para preenchimento de vagas em diversas áreas, etc", afirmou.
Grande investimento
Uma Pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontou Campos como a cidade com o melhor resultado no ranking dos municípios que mais investem em saúde no estado do Rio de Janeiro. O percentual de aplicação em ações e serviços públicos de saúde é bem acima do limite constitucional, que é de 15%. Campos investe três vezes mais que isso", destacou o secretário municipal de Saúde, Geraldo Venâncio, durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (07).
A Secretaria dispensou mais de R$ 19 milhões em 34 milhões de itens de medicamentos em 2015, e outros 190 milhões de itens em 2013 e em 2014. Desse total, o governo federal só pagou 10%. "A Prefeitura custeia cerca de 90% dos medicamentos. O Ministério da Saúde oferece apenas 140 itens, enquanto a cidade, oferece 250 itens", lembrou Venâncio.
De 2010 a 2015, a Prefeitura repassou quase R$ 870 milhões aos hospitais contratualizados. A quantia diz respeito aos pagamentos feitos com recursos dos royalties do petróleo e de verba federal, do Fundo Nacional de Saúde. Somente em 2015, as unidades receberam quase R$ 154 milhões, segundo o secretário.