Até 12 de junho, em Campos, foram registrados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe) 71 casos de Síndrome respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) de residentes da cidade e que evoluíram a óbito. O dado consta na nona edição do Informe Epidemiológico Covid-19 do município. Nessa edição do informe é apresentada a análise do perfil de 60 casos de óbitos pela COVID-19. Os outros 11 casos de óbitos confirmados da doença, no mesmo período, estão em fase de conclusão de inserção no sistema de informação. Confira AQUI o Informe.
A taxa de mortalidade na cidade - mensurada a partir da razão do número de total de óbitos pela COVID-19 dividido pela população total da cidade e multiplicado por 100.000 habitantes - aumentou. De seis a 12 de junho, a taxa foi de 11,9 óbitos por 100.000 habitantes. Na semana anterior, esse coeficiente foi de 9,13 óbitos por 100.000 habitantes. (Leia mais abaixo)
Entre o total de óbitos avaliados, a maior parte era mulheres (33 óbitos; 55,0%). A faixa etária mais acometida foi entre 60 e 69 anos de idade, assim como a de 70 e 79 anos em ambos os sexos, o que representa um total de 53,3% de todos os óbitos sob avaliação. Ao considerar a distribuição dos óbitos entre idosos (igual ou maior de 60 anos) e não idosos, observa-se que 77% dos óbitos foram em pessoas idosas. Cinquenta e um casos (85,0%) apresentavam alguma comorbidade.
A mais recente edição do Informe Epidemiológico, publicada na noite desta quarta-feira (17) traz ainda análise por bairros. São mais de 130. Aparecem com maior número de casos Centro, Jóquei, Parque Leopoldina, Turf-Club, Parque Califórnia, Flamboyant, Parque Tamandaré e Goitacazes.
A cidade permanece no nível 4 de risco (fase laranja), sendo necessária a manutenção do lockdown parcial durante essa semana com o objetivo de reduzir a taxa de transmissão da doença e, consequentemente, a pressão no sistema de saúde por leitos de internação. Entre os 60 casos de óbitos utilizados nas análises apresentadas, 77,% foram em pessoas idosas (60 anos ou mais); e 85,0% apresentavam alguma comorbidade, sendo as doenças cardiovasculares e o diabetes mellitus as mais prevalentes. Quanto a distribuição espacial dos casos de Síndrome Gripal (SG) e SRAG, observa-se manutenção da tendência de espalhamento dos casos da doença na cidade.
Fonte: SupCom