“Campos foi a única cidade que me acolheu”, diz ex-moradora de rua

Gil Pacheco ficou apenas dois meses na Casa de Passagem


  • 30/10/2019 16h51 Foto: SupCom.

(TEXTO RETIRADO DO SITE DA PREFEITURA) - De Belém do Pará, a ex-moradora de rua, Gil Pacheco, passou por diversas cidades sem conseguir acolhimento institucional até chegar em Campos. Ela apresentou seu depoimento a respeito do atendimento ofertado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, durante o I Seminário “População em Situação de Rua no município: uma responsabilidade de todos”. O evento foi realizado nesta terça-feira (29) no Auditório da sede da Prefeitura.

— Campos foi a única cidade que me acolheu e de imediato. Nunca vi um trabalho tão intenso, grande e árduo como o que vocês realizam. Cheguei aqui muito debilitada e fui logo acolhida pelo Centro Pop. Antes de chegar aqui, passei, por exemplo, por São Pedro da Aldeia, mas eles me mandaram pra Campos, porque disseram que aqui tem um suporte maior para moradores de rua. Hoje, com a ajuda dos funcionários, estou trabalhando e já saí da Casa de Passagem — afirmou Gil, 44 anos de idade. (Leia mais abaixo)

Ela ficou apenas dois meses na Casa de Passagem, um acolhimento institucional provisório para adultos e famílias, e pediu desligamento após ter conseguido um emprego em uma pousada do município, onde está trabalhando como recepcionista. Gil também morou dois anos no Rio de Janeiro.

— O público tem que saber como é esse trabalho da Secretaria, pois não é fácil. A população deveria valorizar muito esses profissionais. Se não fosse esse vínculo que eles criaram comigo, eu nem sei se estaria aqui. Tem que ser feito de coração e com a alma. Somos moradores ou ex-moradores de rua, mas não queremos ser vistos dessa maneira, e sim, como cidadãos normais com direitos e deveres. A população deve ter muito respeito pelo trabalho do Centro Pop e dos Abrigos — destacou Gil.



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