
Campos foi a terceira cidade que mais perdeu receita no país em 2015 (cerca de R$ 1 bilhão), tendo fechado mais de 5 mil postos de trabalho formais, de acordo com dados do Caged, do Ministério do Trabalho, divulgados em janeiro do ano passado. A crise se arrasta desde o final de 2013, por conta da queda no preço do barril de petróleo, o que diminuiu em 54% a arrecadação de royalties e participações especiais, que representava metade da receita do município.
Ao longo de 2016, entretanto, o cenário vem parecendo mais animador para a economia da cidade, com a operação do Porto do Açu, a 40 quilômetros de distância, que recebeu em 2016 um total de 966 embarcações comerciais. As atividades offshore estão gerando mais de mil postos de trabalho em terra com previsão de expansão em curto prazo. Os efeitos para o mercado imobiliário campista são bastante positivos.
Isso é o que comprova o Cenário do Mercado Imobiliário de Campos 2017 – pesquisa elaborada pelo Secovi Rio com dados sobre o mercado imobiliário local –, segundo o qual as variações nos preços de apartamentos e casas para venda ultrapassam os 3% em diversos bairros, superando os índices do Rio de Janeiro que, de agosto de 2016 a agosto de 2017, teve queda de 5% no valor do metro quadrado. No segmento de locação, os índices também são melhores que os apurados na capital fluminense.