A eleição em Campos promete muitas emoções até a contabilização dos últimos votos neste domingo (15). Segundo pesquisas de intenção de voto, a definição do próximo prefeito se dará, possivelmente, em dois turnos e apontam dois ou até três nomes prováveis numa acirrada disputa. Fato é que, os mais de 360 mil eleitores campistas terão de escolher o candidato a prefeito para gerir o município nos próximos quatro anos diante de 11 diferentes opções. As alternativas para uma renovação representam uma tônica nestas eleições. Entre os concorrentes, há aqueles que nunca disputaram eleições, o que pode seduzir o eleitorado que busca uma renovação nos quadros atuais, proporcionando-lhes oportunidade de contribuir para uma oxigenação na política local.
A se confiar nas pesquisas registradas no TSE, o candidato Wladimir Garotinho (PSD) já estaria com vaga assegurada no segundo turno. A dúvida é se será com Caio Vianna (PST) ou Bruno Calil (SD), que na última pesquisa subiu. (Leia mais abaixo)
11 CANDIDATOS - O QUE DIZEM Wladimir tem enfatizado sua capacidade de articulação no Congresso para trazer recursos necessários que irão amenizar as dores e traumas de Campos diante da critica situação financeira dos dias atuais. O parlamentar tem utilizado bastante do capital político de sua mãe, a ex-governador e ex-prefeita Rosinha Garotinho na propaganda eleitoral. (leia abaixo)
Representante do campo popular, Wladimir tem sua candidatura ancorada no reforço do empresário Frederico Paes (MDB), candidato a vice, visando capitalizar o voto da classe média.
Caio Vianna também se apoia na figura do pai, o ex-prefeito e ex-deputado Arnaldo Vianna. São recorrentes na campanha de Caio frases e mantras como “trazer de volta o jeito Arnaldo de governar” com os programas como o “Navegar é Preciso” e “Bolsa Universitária”, entre outros.
Na disputa deste ano, Arnaldo decidiu apoiar Caio.
Wladimir e Caio são jovens que absorvem o capital político dos pais. Se têm capacidade para gerenciar uma gigantesca crise financeira como a que devasta as finanças da prefeitura de Campos, o tempo dirá. (Leia mais abaixo)
Bruno Calil é um outside que carrega a imagem do jovem de origem humilde do interior, de onde saiu para a cidade estudar e trabalhar, se formou em medicina e não integra o rol das famílias tradicionais que há décadas se revezam no controle do poder na política local.
Natural de Vila Nova, no norte do município, o candidato do Solidariedade tem por trás de si o apoio do deputado estadual Rodrigo Bacellar e seu pai, o ex-vereador Marcos Bacellar.
De família em família, os mais de 360 mil eleitores campistas vão às urnas neste domingo escolher o candidato a prefeito para gerir o município nos próximos quatro anos diante de 11 diferentes opções.
ROL DE NOVATOS Como a política é uma atividade dinâmica, o próprio prefeito Rafael Diniz (Cidadania) incorporava até pouco tempo este projeto de renovação. Mas não correspondeu à enorme expectativa depositada com sua eleição. Rejeitado pelas ruas, rejeição confirmada pelas pesquisas de intenção de voto, colheu o fruto amargo do montante de promessas não cumpridas.
O rol de novatos que buscam ocupar seu espaço e contribuir para uma oxigenação da política local inclui ainda o construtor civil Jonathan Paes (PMB), um desses pequenos empresários que decidiram sair da zona de conforto para ir a luta e buscar interferir no processo político para estimular a iniciativa privada. (Leia mais abaixo)
A exemplo de outros candidatos, o ex-vereador Alexandre Tadeu Tô Contigo (Republicanos) admitem a gravidade da crise e reconhecem a necessidade de Campos obter “dinheiro novo” para administrar as contas da prefeitura.
A exemplo de Jonathan, Tô Contigo reivindica prestígio com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para conseguir recursos para o município.
Para quem considera a experiência fundamental neste momento crítico em que a cidade vive, está na disputa o ex-prefeito, ex-deputado e ex-secretário Roberto Henriques (PD do B).
A exemplo de Bruno, tanto Jonathan quanto Roberto Henriques e a candidata professora Natália (Psol) tem acionado as suas baterias contra os representantes dos grandes medalhões da política local nos últimos debates, esvaziados com as ausências de Wladimir, Caio e Bruno, justamente os três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto.
Outra cara nova na política, e médica Carla Waleska (PSDB), que entrou na disputa da prefeitura diante da renúncia do candidato Lesley Beethoven, cuja candidatura restou indeferida pela Justiça Eleitoral. (Leia mais abaixo)
Odisseia Carvalho (PT) tem centrado suas propostas em iniciativas pioneiras já testadas em outros municípios como Maricá, o novo rico dos royalties, governado pelo PT, que tem buscado oferecer exemplo de gestão das verbas do petróleo, como iniciativas pioneiras no transporte público, a partir do advento dos “vermelhinhos”, ônibus que atende os bairros mais populosos da periferia.
Professora, sindicalista e experiente militante da política, ocupou vários cargos nos governos petistas nos planos estadual e federal.
Por fim, a professora Natália, uma grata opção para o eleitor que considera necessário o fortalecimento de uma esquerda renovada que elege como bandeira a redução das desigualdades de um dos mais desiguais países do mundo.
Tanto Natália quanto Odisséia enfatizam políticas de apoio aos assentados, a agricultura familiar, a economia solidária e projetos de sustentabilidade para os catadores de resíduos e material reciclável.