Campistas testemunham o crescimento do movimento pela restauração da Monarquia no Brasil

Um dos precursores no município é o advogado Evandro Monteiro de Barros Junior que, em 2018, fundou o Círculo Monárquico de Campos


  • 01/09/2023, 17h15, Foto: Divulgação.

A primeira reunião do CMCG (Círculo Monárquico de Campos)  aconteceu numa padaria no centro de Campos, iniciando um ciclo de eventos e manifestações pacíficas em defesa da família, da cultura e da tradição, com olhares para o futuro e, o melhor de tudo, abrangendo a pluralidade. Diferente do que foi pregado e difundido por pensadores com mentalidade limitada desde a década de 1990, de que a monarquia seria algo ultrapassado e fora do contexto democrático, por ser considerada esnobe e atrelada à pompa e luxo, Evandro demonstra que a monarquia é para todos os cidadãos, abrangendo o caráter misto do povo brasileiro, que possui uma riqueza imensa em matéria de cultura, religião. O advogado Dr. Evandro Monteiro de Barros Junior fala ao Campos 24 Horas (entrevista abaixo)   

Campos 24 Horas - Quem é o Dr. Evandro? Dr. Evando - Sou filho de Evandro Monteiro de Barros (já falecido) e Ana Célia Braga Monteiro de Barros. Marido da Erika e pai da Maria Elizabeth. Meu pai era economista da Caixa Econômica Federal e minha mãe é fonoaudióloga. Tenho 36 anos, sou católico, amante da filosofia e preocupado com as questões políticas do Brasil. (Leia mais abaixo)

 C24H - O que o Dr. Evandro faz? Sou advogado, professor e escritor. Meus livros apresentam teorias de Direito e Filosofia Política, mas sempre pautados nas questões da realidade atual do nosso país. Durante cinco anos militei no Movimento Monarquista, mas agora estou mais focado em questões práticas e em compreender as coisas como elas são. Assim acredito que poderei ajudar a comunidade.

C24H - Monarquia? Mas isso não seria uma pauta defendida pela extrema direita? Não seria algo retrógrado e radical? Na verdade não. A monarquia não é de direita, tampouco de esquerda, ela serve para todos e visa representar a unidade do povo em prol do desenvolvimento da nação. Além do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, que é a monarquia mais conhecida atualmente, outros países modernos como Japão, Espanha, Canadá, Noruega, Dinamarca e Suécia, por exemplo, são regidas por monarquias constitucionais parlamentaristas.

C24H - Monarquia Parlamentarista? Poderia explicar melhor?  A Monarquia Parlamentarista significa em primeiro lugar, que o país possui um Chefe de Estado, que é o monarca hereditário, com atribuições de comandar as forças armadas e a diplomacia, por exemplo, bem como exercer o poder moderador, entre outros, e em segundo lugar significa que o país tem um Chefe de Governo que é eleito pelo povo democraticamente. Essa divisão de poderes assegura estabilidade e outros muitos benefícios à nação.  

C24H - Na esfera jurídica, você poderia citar algum exemplo de benefício à nação em uma monarquia constitucional parlamentarista? Sim claro, com muito gosto. Em um país que adota a forma monárquica e o sistema parlamentarista de governo, o monarca indica os ministros da Suprema Corte, o que garante certa imparcialidade política, tendo em vista que o monarca não se imiscui em partidos políticos.  

C24H - Qual foi sua experiência sendo um militante do movimento monarquista? Primeiramente fundei o Círculo Monárquico de Campos dos Goytacazes em 2018. A partir daí realizamos muitos eventos culturais, manifestações pacíficas e atos cívicos como encontros em cafeterias, espaços públicos e lugares históricos de importância nacional e local; o 1º Simpósio Monárquico de Campos dos Goytacazes, com palestras; Bandeiraço nas escadarias da Câmara dos Vereadores, entre muitos outros. O mais importante é que percebi certo frenesi na população em geral e nos grupos acadêmicos, tendo visto, inclusive, muitos jovens nas redes sociais manifestando interesse na discussão sobre o restabelecimento da monarquia.    (Leia mais abaixo)

C24H - Você tem pretensões político-partidárias? Hoje, estou me afastando da liderança do movimento local para me dedicar aos estudos de temas jurídicos, políticos, históricos e filosóficos, bem como ao magistério, no entanto, tenho sido convidado para me filiar a partidos e, sobretudo, para ser candidato a cargos políticos. Não posso me furtar ao comparecimento a essas reuniões, na medida do possível, para ouvir os interessados nos votos dos monarquistas.  

C24H - E agora, qual seu lugar nas próximas eleições? Até agora não pretendo ser candidato, mas caso apoie alguém, certamente haverá algum impacto no próximo pleito eleitoral. Tenho dito que a parcela de monarquistas existentes hoje no Brasil deve se apresentar e fazer a diferença nas urnas e, em casos de vocação, acredito que devem se candidatar aos cargos do Poder Executivo e do Legislativo. A questão é simples: se vivem em sociedade não devem estar alheios às decisões políticas, mesmo que a forma republicana e o sistema presidencialista de governo não sejam o desejáveis. O Círculo Monárquico de Campos (CMCG), por exemplo, exerce pressão política, principalmente em relação ao que é feito no campo da educação e da cultura no município e é seguido como exemplo em todo o país. E estou aberto e entregue a ajudar a população de Campos no que for preciso.



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