Com a implantação de barreiras sanitárias nas estradas de acesso a alguns dos principais de lazer da região, como praias, lagoa e cachoeira, o campista encontrou dificuldades em se deslocar para curtir seu lazer neste feriadão. As medidas de restrições em razão do novo coronavírus têm causado desconforto a muitos que se dirigem as praias de São João da Barra, com as abordagens que ocorrem na Rodovia BR-356, em Barcelos, na divisa com o município de Campos, e também em Lagoa de Cima. Muitas pessoas têm questionado as medidas e indagam por que não adotar medidas de fiscalização diretamente no locais, em vez de não permitir o acesso.
De acordo com o decreto municipal da prefeitura sanjoanense, além da obrigação do uso de máscaras e serem submetidos à aferição da temperatura, os condutores ou ocupantes dos veículos precisam comprovar residência em São João da Barra na abordagem feita pelos agentes da Vigilância Sanitária do município, juntamente com a Secretaria Municipal de Segurança Pública. (Leia mais abaixo)
Caso contrário, quem não cumprir as exigências é logo convidado a fazer o retorno de volta a Campos ou outro município de origem. “Estou em casa há quatro meses em quarentena, numa ansiedade tremenda, quando somente hoje decidi sair para curtir a praia com minha família e somos surpreendidos com esta medida. Minha ideia era buscar um lugar mais isolado na areia entre Chapéu de Sol e Atafona, distante de qualquer muvuca. Agora sou obrigado a voltar, é muito desagradável. Mas soube que não tem faltado aglomerações nos bares e nas praias. Essas irregularidades são vistas pelo poder público? Existe fiscalização nesses casos?”, perguntou o aposentado Cirilo Pinto.
A falta de opções de lazer para os campistas no feriadão também limita o deslocamento dentro do próprio município com barreiras nas estradas de acesso a Lagoa de Cima e na cachoeira de Rio Preto, de acordo com o decreto nº 237/2020, que estabelece a permanência do nível 3 - fase amarela - do plano de retomada de atividades econômicas e sociais de Campos em função da pandemia da Covid-19.
Devido aos riscos de transmissão da Covid, a intenção da Força Tarefa é evitar aglomerações nos dois balneários, principalmente com o “Feriadão da Independência”.
A dona de casa Conceição Silva discorda das medidas de restrição. “As medidas são equivocadas. Acho que deveriam permitir o acesso dos visitantes, garantir o direito de ir e vir e ao mesmo tempo se adotar uma fiscalização nesses locais, observando-se o distanciamento entre as pessoas tanto nas praias como em Lagoa de Cima e outros pontos turísticos onde houver aglomeração. As pessoas não aguentam mais ficar em casa, muitas já estão em fase de ansiedade e até depressão”, analisou.
Em Farol não aconteceram as rígidas medidas implantadas com as barreiras fiscais. Paradoxalmente, não houve aglomeração na orla ou nos restaurantes e quiosques na praia, onde os proprietários reclamaram do movimento muito fraco. Odirley Caetano, da Associação de Comerciantes, Hoteleiros e Similares de Farol de São Thomé (Aschom), lamentou os prejuízos com o adiamento da oitava edição do Festival de Petiscos, evento tradicional que acontece sempre a esta época do ano. A perda no faturamento é estimada em R$ 2 milhões. (Leia mais abaixo)
"Todo mundo perde com o adiamento. O turista, o proprietário de hotel, restaurantes, os que vivem da pesca.", disse Odirley. “Mesmo assim, os nossos bares e restaurantes estão preparados para receber os visitantes nesta temporada com pratos preparados com frutos do mar, entre outras especialidades. Odirley ainda acrescenta que o comércio tem adotado com rigidez todo o protocolo de saúde necessário para oferecer segurança aos clientes”, concluiu Leley