Avança a campanha denominada SOS Ao Livro Verde, com a participação de instituições e entidades representativas da sociedade civil, que foi deflagrada por diferentes meios e plataformas a fim de salvar a livraria mais antiga do país, um dos maiores patrimônios históricos e culturais do município, com mais de 180 anos de existência, e que entrou com pedido de falência na 5ª Vara Cível da Comarca de Campos. Já aconteceram diversas reuniões e manifestações. O site Campos 24 Horas está entre as empresas e instituições que apoiam a campanha. Entre as iniciativas do movimento está uma petição pública com um abaixo assinado, cujo endereço pode ser acessado pela internet: peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi= BR 133294.
A petição será encaminhada aos poderes constituídos, além de autoridades públicas na área cultural, solicitando que seja designada uma equipe técnica com o objetivo de estudar, avaliar e propor uma saída concreta para evitar o fechamento da livraria. (Leia mais abaixo)
Até agora várias reuniões e manifestações tem sido realizadas na própria livraria e em outros espaços públicos, quando foram idealizadas as diretrizes da campanha, como o banner oficial e os próximos passos no movimento, como nesta quinta-feira quando aconteceu a camerata da Orquestrando a Vida, além da terceira reunião do Comitê Organizador.
A dívida acumulada pela Ao Livro Verde é de quase R$ 2 milhões. Proprietário da livraria, Ronaldo Sobral informou que a crise já se desenhava há alguns anos, mas se agravou com a pandemia da Covid-19, que manteve o estabelecimento fechado por cerca de dois anos. Nesse período, o quadro de funcionário reduziu de mais de 60, que havia nos bons tempos, para apenas nove.
Ao Livro Verde foi testemunha de um pedaço importante da História como a Abolição da Escravatura, a Proclamação da República, duas guerras mundiais, duas pandemias e, em 1995, entrou para o livro de recordes como a mais antiga do livraria país.
Outras razões se somam para o agravamento da situação da livraria, como o esvaziamento do centro histórico da cidade, a crise no mercado livreiro e a queda na venda de material didático, agora comercializado pelos próprios estabelecimentos de ensino. Com acervo de mais de 3 mil títulos, hoje é o material de escritório que segura as vendas.
Entre as iniciativas, os integrantes do movimento participaram de um abraço simbólico na livraria. Outra iniciativa visa garantir o espaço como lançamento de livros e reuniões para ajudar a movimentar o espaço cultural na loja. (Leia mais abaixo)
Além do Campos 24 Horas, outros veículos, entidades estão na campanha, como Associação de Imprensa Campistas, Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL/Campos), 12ª subseção da OAB/Campos, Uenf, UFF, Forum Interinstitucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc), Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, alunos do Liceu de Humanidades de Campos, Sindicato do Comércio Varejista de Campos, Fundação Benedito Pereira Nunes, Sindicato Rural de Campos, Academia de Letras do Brasil (seccional Campos), Fundação Cultural de Campos, Academia Campista de Letras, Uniflu, Asflucan, Instituto Histórico e Geográfico de Campos, Sinaerj, Hospital Escola Álvaro Alvim, Faculdade de Medicina de Campos, Fundenor, Tec Incubadora, Autoras e Autores Campistas, Academia Pedralva de Letras e Artes, ISE, Studio M e Meu Condomínio, entre outras.