quarta-feira, 6 de maio de 2015 - Foto: Ascom


Os servidores públicos municipais de Campos, através do seu sindicato, aprovaram em assembleia no ultimo dia 30, proposta do Executivo no sentido de alterar o Plano de Carreira, Cargos e Salários, projeto aprovado na Câmara de Vereadores. O outro projeto também aprovado dispõe sobre a revisão anual geral do artigo 37 da Constituição Federal, que altera a referência da data de reajuste do funcionalismo. O projeto contou até mesmo com os votos dos vereadores da oposição, que consideraram essencial sua aprovação para fins de implantação do Plano de Cargos, antiga aspiração da categoria. No entanto, dezenas de servidores insatisfeitos com o que foi decidido em assembleia aprovada por unanimidade pela categoria, e resolveram fazer uma manifestação ontem em frente ao prédio da Câmara .
O presidente da Câmara, vereador Edson Batista, e mais alguns vereadores receberão 10 representantes do grupo descontente quando ficou definido que hoje, às 16 horas, o diálogo será reaberto com essa representação com uma audiência na Câmara, na Tribuna Livre, espaço que o Legislativo abre para os diferentes setores da sociedade expressarem suas reivindicações.
“O projeto aprovado pela Câmara foi levado à categoria dos servidores, que decidiram aceitar a proposta do governo por unanimidade em assembléia do sindicato, que considerou importante a aprovação do projeto, essencial para acelerar o processo de implantação do Plano de Cargos. Essa foi a ótica que deu embasamento à aprovação da matéria. Mas esta casa é de diálogo e de busca para a solução de conflitos”, frisou.
“Amanhã (hoje) teremos uma oportunidade ímpar para continuar a discussão com todas as representações de servidores e encaminhar as propostas de vocês ao Executivo. Esse é o nosso papel”, disse ainda Edson Batista.
A professora Odete Rocha, candidata a prefeita nas eleições de 2012 pelo PC do B, disse que esteve presente à assembleia, que definiu como “um monólogo entre os dirigentes do próprio sindicato”. Ela se queixou que o SEPE (Sindicato Estadual dos Professores) não foi ouvido.