terça-feira, 1º de outubro de 2013 - Foto: Campos 24 Horas
Tema debatido em sessão especial sobre os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" (Leia mais abaixo)

Um percentual de 6% da população de Campos (cerca de 30 mil pessoas) vive na pobreza extrema, com renda per capita (por pessoa) de R$ 70 por mês. O diagnóstico, feito com base em dados do IBGE, foi apresentado na tarde de terça-feira (01) pelo secretário municipal de Família e Assistência Social, Geraldo Venâncio, durante sessão especial da Tribuna Livre, realizada pela Câmara Municipal de Campos sobre os “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)”. O primeiro tema debatido foi “Acabar com a fome e a miséria”.
O presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Edson Batista, se mostrou preocupado com o quadro das desigualdades do município.
“Estamos fazendo a nossa parte. A prefeita e a Câmara chamaram para si os desafios que estão postos e representam um desafio para os governantes. São 6% de famílias que sobrevivem com R$ 70,00 por mês de renda familiar, o que caracteriza um conjunto expressivo de 30 mil pessoas que estão nesta situação de indigência. Temos muita estrada a percorrer, não apenas em Campos, mas em todo mundo, onde em escala planetária são cerca de 1,2 bilhão de pessoas nesta mesma situação. É um quadro de exclusão produzido pela sociedade capitalista, que deveria envergonhar todos nós, seres humanos”, disse o presidente.
Segundo Edson Batista, os números devem servir de reflexão. “A qualificação profissional é uma estratégia importante para a emancipação dessas famílias”, afirmou ele, destacando que todos os outros sete“Objetivos do Milênio” serão discutidos ainda este ano. São eles: Educação básica de qualidade para todos; Igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; Reduzir a mortalidade infantil; Melhorar a saúde das gestantes; Combater a aids, a malária e outras doenças; Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento.
Geraldo Venâncio falou sobre as ações para o enfrentamento da pobreza, como a adesão ao Plano Brasil sem Miséria, recadastramento do Cheque Cidadão, que ocorre a cada dois anos, articulação e fortalecimento da rede de segurança alimentar, entre outros. “Foi construída uma cozinha comunitária na Chatuba com recursos federais e, até 2016, o município passará a contar com 15 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que foi um compromisso assumido pela prefeita Rosinha Garotinho”. (Leia mais abaixo)
Já o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), José Luiz Viana, disse que o grande desafio para se acabar com a miséria é não haver competição e exclusão entre os governos federal, estadual e municipal. “Todos somos responsáveis se ainda existem pessoas passando fome”.
Para José Luiz, a população não deveria depender dos programas sociais para sobreviver, mas do trabalho. “Deve haver uma integração entre todos os governos para se buscar uma solução definitiva para o problema. É um grande desafio e eu não queria estar na pele de vocês, que têm essa árdua tarefa”.
A secretária municipal de Trabalho e Renda, Joilza Rangel, afirmou que a prefeitura tem trabalhado para ampliar a oferta de oportunidade de formação profissional através de parcerias. “Nosso objetivo é qualificar e inserir as pessoas no mercado de trabalho”.
Edson Batista afirmou que o debate não se esgota com esta sessão no Legislativo. “Nesta sessão discutimos a fome e a miséria. Vamos aprofundar esse debate com o tema de saúde, entre os outros objetivos, em busca de caminhos e soluções”, concluiu.
_________________________ Fonte: site da Câmara (Leia mais abaixo)