04/08/2015 às 21h37 - Foto: Campos 24 Horas

O presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo, ocupou a tribuna.
O primeiro a ocupar a Tribuna foi o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo de Souza,
Com o fim do recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Campos iniciou na tarde desta terça-feira (04) os trabalhos do segundo semestre de 2015. Foi realizada mais uma sessão do projeto Tribuna Livre, onde cada cidadão tem o direito de se inscrever e apresentar assuntos que sejam relevantes para o município, seguida de sessão ordinária.
O primeiro a ocupar a Tribuna foi o presidente do Sindicato dos Médicos de Campos, José Roberto Crespo de Souza, que falou sobre uma reivindicação antiga dos médicos que é o pagamento dos procedimentos hospitalares direto na conta dos profissionais que atuam nas unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo ele, além da tabela de honorários médicos do SUS estar defasada há 15 anos, há uma grande demora no pagamento dos procedimentos hospitalares. “Como os médicos não são funcionários dos hospitais conveniados, mas prestadores de serviço, muitos estão deixando de atender nessas unidades porque os atrasos no pagamento são rotineiros. Existem casos onde o último repasse foi feito em dezembro do ano passado e isso está inviabilizando o trabalho”.
José Roberto explicou que, antes de ser repassado aos médicos, o dinheiro é repassado ao município pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Municipal de Saúde, que, por sua vez, repassa aos hospitais.
“Peço o apoio dos vereadores para que mecanismos sejam criados a fim de que os médicos recebam direto da secretaria de Saúde”, disse ele, que abordou também a necessidade de ampliação da estrutura física dos hospitais, alguns centenários como a Santa Casa de Misericórdia, diante do aumento da demanda.
O presidente da Câmara, Edson Batista, se comprometeu em buscar junto ao departamento jurídico da Casa uma legislação adequada para amparar a reivindicação do sindicato.
Outro que ocupou a Tribuna foi o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de Campos, São João da Barra e Quissamã, João Paulo da Costa Cunha, que abordou a conjuntura econômica da indústria metalúrgica.
Na opinião de João Paulo, o trabalhador está pagando por uma crise que não foi criada por ele. “A crise econômica é real e vem sendo alimentada pela falta de diálogo do Governo Federal”, afirmou ele, destacando que a Petrobras está reduzindo investimentos e transferindo projetos para o exterior, gerando demissão de trabalhadores.