Calor e Carnaval: ginecologista explica como prevenir candidíase

Umidade, biquíni molhado e excesso de açúcar aumentam o risco de candidíase no verão. Saiba como se proteger durante o Carnaval


  • 13/02/2026, 17h09, Foto: Divulgação.

A candidíase no Carnaval é mais comum do que parece. O calor intenso, a umidade e as mudanças na rotina criam o cenário ideal para infecções íntimas.

Coceira, ardor e corrimento estão entre os sintomas mais frequentes no verão. Segundo especialistas, até 75% das mulheres terão candidíase ao longo da vida. (Leia mais abaixo)

A infecção é causada por fungos do gênero Candida, principalmente a Candida albicans. O problema surge quando há desequilíbrio da microbiota vaginal.

Por que o calor aumenta o risco? As altas temperaturas favorecem a proliferação de fungos. O ambiente quente e abafado na região íntima facilita o desequilíbrio da flora vaginal.

“As altas temperaturas e a umidade típicas do verão criam um ambiente quente e abafado na região íntima, o que facilita a proliferação de fungos e bactérias”, explica a Dra. Paula Fettback, ginecologista especialista em reprodução humana pela FEBRASGO.

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Coceira persistente.
  • Ardor ao urinar.
  • Dor durante a relação.
  • Corrimento espesso.
  • Vermelhidão e inchaço.
  • Se esses sinais aparecerem, é importante procurar avaliação médica.

Biquíni molhado realmente faz mal? A recomendação de trocar o biquíni não é exagero. (Leia mais abaixo)

“A peça úmida retém calor, suor e resíduos de cloro ou água do mar, criando o ambiente ideal para fungos”, afirma a Dra. Paula.

Não existe tempo exato considerado seguro. Porém, o ideal é evitar permanecer mais de uma ou duas horas com a peça molhada.

“Sempre que possível, leve um biquíni seco para trocar durante o dia”, orienta a Dra. Graziela Canheo, ginecologista especialista em reprodução humana da La Vita Clinic.

Alimentação e álcool também influenciam - Mudanças na rotina impactam diretamente a imunidade. Dormir pouco, consumir álcool em excesso e exagerar no açúcar aumentam o risco de infecção.

“Alimentos ricos em açúcar favorecem o crescimento do fungo Candida, pois eles se alimentam desse tipo de nutriente”, alerta a nutricionista Amanda Figueiredo, formada pela USP e pós-graduada em saúde da mulher pela PUC. (Leia mais abaixo)

Ela também reforça a importância da hidratação. A desidratação prejudica o funcionamento do sistema imunológico e a produção de muco protetor.

Como prevenir candidíase no Carnaval - Alguns hábitos ajudam a manter o equilíbrio do organismo:

  • Troque o biquíni molhado rapidamente.
  • Prefira roupas íntimas de algodão.
  • Reduza açúcar e carboidratos refinados.
  • Consuma alimentos com probióticos.
  • Inclua frutas ricas em vitamina C.
  • Hidrate-se ao longo do dia.
  • Iogurte natural, kefir e kombucha auxiliam na saúde intestinal e vaginal. Frutas vermelhas, cúrcuma e vegetais verde-escuros ajudam a fortalecer a imunidade.

Quando procurar ajuda - Se a coceira persistir, houver dor intensa ou corrimento alterado, é fundamental buscar atendimento. A automedicação pode mascarar o problema e atrasar o tratamento correto.

O Carnaval passa em poucos dias. Já a saúde íntima exige cuidado constante. Respeitar os limites do corpo é a melhor forma de aproveitar a folia sem complicações.

Fonte: Saúde em Dia (Leia mais abaixo)



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