Com o agravamento dos problemas climáticos do Rio de Janeiro, nesta semana, o estado ascendeu um sinal de alerta para sua população. Além das temperaturas elevadas, o território fluminense passa por uma onda de secura. As questões ambientais fazem com que os moradores precisem estar mais atentos aos cuidados necessários relativos à saúde. Ciente de que a situação pode gerar problemas respiratórios, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia realizou uma lista de recomendações para prevenção.
VEJA RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA: (Leia mais abaixo)
Segundo o Alerta Rio, o tempo no Rio estará seco durante a semana. A umidade relativa do ar poderá apresentar valores entre 21% e 30% de terça a sexta-feira, em alguns pontos da cidade. A previsão é de temperaturas elevadas, com máxima de 38 graus. Não há previsão de chuva, e os ventos estarão de fracos a moderados.
A partir da seca, o Brasil vem sofrendo com a alta de queimadas, que leva consequências às cidades do Norte e do Sul. Isso também contribui para o aumento das temperaturas. Além dos municípios do Norte estarem sofrendo com as queimadas da própria Amazônia, os estados do Sul e do Sudeste recebem a fumaça, já que um corredor de vento se desloca do Norte ao Sul do país, no momento.
Os problemas provenientes das condições climáticas no Rio já estão sendo visados desde o início de 2024.
Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que dos pacientes que tiveram sintomas respiratórios este ano, 46,4% foram por infecção por rinovírus 33,9 por Covid, 10,7 por influenza, 5,4% por VSR, 2,7% por adenovírus e 0,9 por influenza tipo B. Dos casos analisados, 43% dos pacientes não tinham patógenos, ou seja, as crises e sintomas foram causadas por questões alérgicas. O secretário da pasta, Daniel Soranz também fez algumas recomendações para que as pessoas se precaverem.
— Recomendamos que as pessoas fiquem em ambientes arejados, deixe o sol entrar no ambiente e esteja sempre com algum recipiente como toalha molhada para aumentar umidade do local. Para quem puder, usar um umidificar de ar, plantas no ambiente ajudam a manter a umidade equilibrada. É importante também ficar atendo aos ácaros e coisas que possam provocar mais alergias — disse o secretário. (Leia mais abaixo)
Daniel também detalhou o que precisa ser feito em casos de sintomas. Segundo ele, não é necessário o uso de medicação, e sim a mudança de hábito para conseguir estar no ambiente que tenha uma umidade melhor. Só no caso da pessoa ter outros sintomas de gravidade, como falta de ar intensa ou febre alta, ela precisaria passar pelo médico. O secretário ainda ressalta que é de extrema importância "beber sempre de dois a três litros de água por dia".
Fonte: Extra