Postado por Fabiano Venancio - "Política é como nuvem. Você olha, ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Esta frase do ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, sempre foi a definição mais coerente para a política, sobretudo em ano de eleições. Em Campos, o atual cenário eleitoral é o prefeito Wladimir Garotinho (PP), pré-candidato natural à reeleição, liderando as pesquisas (e segue crescendo Aqui) e com possíveis alianças de peso, especialmente com Caio Vianna (PSD) e o médico Bruno Calil, segundo e terceiro colocados na última eleição para Prefeitura. Todavia, tudo indica que o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) e líder do principal grupo de oposição no município, lançará candidato próprio ou vai apoiar mais de uma candidatura à Prefeitura. Bastou uma reunião dele com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para que surgissem apostas de que a aliança Wladimir/Caio estaria ameaçada.
A influência de Paes na decisão de Caio se será ou não candidato a prefeito de Campos este ano, se deve ao mandato de deputado federal que o filho de Arnaldo Vianna exerce atualmente. Caio só assumiu em Brasília porque Paes chamou deputados e suplentes para cargos na prefeitura do Rio. (Leia mais abaixo)
O fato é que, a menos de 7 meses da eleição de prefeito em Campos, Rodrigo Bacellar, que parecia estar distante das articulações políticas da planície goitacá, se movimenta e teria a intenção de mostrar que pode apresentar uma alternativa de polarização, a fim diminuir o favoritismo de Wladimir e levar a eleição da prefeitura de Campos para o segundo turno.