Caged: 785 campistas perderam o emprego

O choque econômico da pandemia coronavírus afetou a economia local




03/07/2020, 00h53, Foto: reprodução-Campos 24 Horas.

A pandemia do Covid 19, que desidratou em cheio a economia brasileira, também causou estragos na geração de empregos em Campos com a destruição de 785 postos formais de trabalho em maio no município, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia. Em seu levantamento, o Caged computa o número de demissões e contratações no país. (leia mais abaixo)


O setor mais afetado foi o comércio campista que eliminou 305 vagas de emprego com carteira assinada no mesmo período. Em maio do ano passado, foram apenas 48 trabalhadores demitidos.  


“O fenômeno do coronavírus contribuiu significativamente para este cenário negativo no mercado de trabalho da economia local. Ainda bem que o referido setor retornou esta semana com a reabertura de suas atividades. E vamos torcer doravante para a vida voltar ao normal. A economia de Campos não suporta mais ficar com suas portas fechadas”, analisou o economista José Alves de Azevedo, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf)


Entre contratações e demissões, o setor de prestação de serviços foi o segundo segmento com pior saldo negativo, tendo sido registrado saldo negativo com a perda de 110 empregos com carteira assinada neste período. No ano passado, houve saldo positivo, com 125 postos de trabalho a mais.


Outro importante setor atingido com o forte tsumani na economia causado pelo novo coronavírus foi a construção civil, que registrou 62 vagas de empregos a menos, no balanço entre trabalhadores demitidos e contratados. No ano passado, o saldo de empregos foi também negativo em maio com a destruição de 69 vagas.


Os efeitos da pandemia também causaram estragos no campo, no quadro de empregos do segmento da agropecuária, quando houve perda de 33 postos de trabalho.


O economista ressalva que este quadro ocorre justamente no início da sazonalidade da safra do setor sucroalcooleiro. No mesmo período do ano passado, o cenário foi bem diferente, com saldo positivo no campo, quando foram geradas 850 vagas de emprego.


 “Este ano, o quadro da empregabilidade sofreu uma queda brutal em relação aos números do ano passado. São os efeitos nefastos do coronavírus atingindo também o agronegócio do nosso município”, afirmou.


No plano regional, o quadro da empregabilidade também apresenta números negativos. Em maio, o Norte Fluminense eliminou 3.678 empregos no período, com Macaé registrando a destruição de 2.765 vagas. São João da Barra eliminou 132 postos de trabalho no mesmo mês.