segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 - Foto: André Naddeo / Terra
Governador e Quaquá participam de encontro no Palácio Guanabara para selar a entrega de cerca de 400 cargos do PT no governo do PMDB (Leia mais abaixo)
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o presidente regional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, estão reunidos neste momento no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro, para selar o fim da união entre os dois partidos no governo fluminense. O acordo vigorava desde 2006, quando Cabral garantiu seu primeira mandato ao vencer no segundo turno das eleições a juíza Denise Frossard (PPS).
No último domingo, o governador do Rio mandou um e-mail ao presidente regional dos trabalhadores comunicando a desoneração de cerca de 400 funcionários da sigla que participam do governo peemedebista. “Foi cordial, tranquilo. Ele disse que queria recompor o governo, e é justo que o faça”, explicou Quaquá.
Os petistas são, basicamente, de duas secretarias: de Assistência Social e Direitos Humanos e do Meio-Ambiente. Ambos os secretários, respectivamente Zaqueu Teixeira e Carlos Minc, vão deixar o governo Cabral. De férias na Bahia, Minc, que já foi ministro do Meio-Ambiente no governo Lula, usou o Twitter para comentar a sua saída do governo Cabral. "Não tenho apego a cargos. Muda o cargo, não muda a pessoa", disse o agora ex-secretário.
“Nós ficamos no governo a pedido do governador, acho que ele imaginava que pudesse haver algum retrocesso em relação a candidatura do Lindbergh. Como ficou muito claro que ele é candidato, o governador resolveu (exonerar) e para nós é melhor. A gente já queria sair. Só resolve definivamente essa novela”, explicou Quaquá.
A novela a que se refere o presidente regional dos trabalhadores diz respeito a candidatura do senador Lindbergh Farias. O PT já dava sinais claros de que não abriria mão de uma candidatura estadual própria, enquanto que o PMDB de Cabral tentava a duras penas retirá-lo de cena e manter o apoio do partido ao quadro de Luiz Fernando Pezão, atual vice-governador e pré-candidato dos peemedebistas. (Leia mais abaixo)
“O pessoal vai se alocar no mercado, tem alguns que são deputados e vão acabar tirando vaga de alguns. Mas as eleições estão aí e todo mundo vai se organizar para isso. Muita gente é candidato, ou está apoiando alguém”, complementou Quaquá, ao conversar com os jornalistas antes de se reunir com Cabral.
Lindbergh deve ser anunciado oficialmente como candidato do PT ao governo do Estado no próximo da 22 de fevereiro, na convenção estadual do partido. “Queremos fazer uma coisa grande para mostrar a nossa força, algo para 10 mil pessoas”, explicou o presidente regional dos trabalhadores, deixando claro que não fará dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nenhum tipo de oposição sistemática ao governo Cabral. No âmbito nacional, por ora, a aliança entre os dois partidos não sofre alterações.