Adriana Ancelmo é transferida para Complexo Penitenciário de Bangu

Advogada se apresentou à Justiça Federal, após ter a prisão preventiva decretada


06/12/2016     15h34       |    Foto: Divulgação  prissao-sergio-gabral-rj-20161117-0001Atualizada em 07/12 às 10h32 - A ex-primeira-dama do estado do Rio Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, foi transferida na noite desta terça-feira para o presídio Joaquim Ferreira, no Complexo Penitenciário de Bangu. Ela permaneceu calada, na Superintendência da Polícia Federal, no centro do Rio, acompanhada de advogados e do enteado e secretário estadual de Esportes, Marco Antonio Cabral. Antes de ser levada a Bangu, onde Cabral também está preso, Adriana passou no Instituto Medico-Legal (IML) para exame de corpo de delito. Acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio, a advogada se apresentou na tarde desta terça-feira na 7ª Vara Federal do Rio, onde corre o processo contra ela e o marido. A advogada teve o mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Marcelo Bretas. Também nesta terça-feira, Cabral, Adriana e mais 11 pessoas viraram réus na Lava-Jato. Depois de procurar por Adriana no escritório dela no centro do Rio, a Polícia Federal foi à casa dela no Leblon, onde ela também não foi encontrada. Muitos curiosos se aglomeraram nas proximidades do edifício, com celulares em mãos para tentar documentar a prisão. Muitos gritaram "ladra" e"chegou a sua hora". Ao som de dois violinos, os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Os violinistas tocaram, ainda, uma canção do filme Titanic, segundo o blog Gente Boa. Entre osmotivos para que a Justiça Federal aceitasse um novo pedido de prisão contra a advogada pelo Ministério Público — dois anteriores já haviam sido negados — estão contratos do escritório Ancelmo Advogados com empresas que receberam durante a gestão Cabral benefícios fiscais do governo fluminense e a suspeita de que ela estaria dando prosseguimento às práticas de corrupção e lavagem de dinheiro uma vez que não teria entregue todas as joias compradas pelo casal aos investigadores. "A requerida, advogada de grande prestígio no meio forense, não está sendo investigada pela prática de atos que ela teria cometido no exercício de função pública, e sim por participar de uma grande Organização Criminosa que, como apontam as investigações, teria se instalado na sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, a partir do então Governador do Estado Sérgio Cabral, seu marido", diz trecho da decisão do magistrado. O escritório de Adriana Ancelmo arrecadou, em contratos com 40 clientes nos últimos oito anos (2008-2015), conforme dados obtidos pelo GLOBO, R$ 78 milhões. Os investigadores suspeitam de uma conexão entre os bilionários benefícios fiscais concedidos pelo governo Cabral — cerca de R$ 140 bilhões em renúncia entre 2008 e 2013 — e estes contratos. Figuram na lista de clientes da ex-primeira-dama a Telemar, a CSN, a Light, a Reginaves, o Metrô, a Brasken e a Unimed, entre outras favorecidas pelos benefícios. Com informações do O Globo. Mulher de Cabral, Adriana Ancelmo é presa no Rio Atualizado - 17h52 - A mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo, foi presa nesta segunda-feira na capital fluminense. O mandado de prisão preventiva da ex-primeira dama do Rio foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Estado. Adriana Ancelmo, Cabral e outras doze pessoas também viraram réus na Operação Calicute, desmembramento da Lava Jato deflagrado em novembro. As investigações mostram que o grupo do peemedebista teria desviado 224 milhões de reais de contratos públicos do Estado do Rio com empreiteiras como Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Delta, cujos executivos delataram o esquema. Segundo a apuração da Operação Calicute, há evidências de que a ex-primeira-dama recebeu dinheiro de operadores financeiros do ex-governador e teria usado seu escritório de advocacia, o Ancelmo Advogados, para lavar dinheiro de propina destinado ao marido. Ela foi alvo de condução coercitiva na Calicute, que também cumpriu mandado de busca e apreensão no Ancelmo Advogados. Conforme revelou VEJA em agosto de 2013, concessionárias de serviços públicos contrataram a peso de ouro o escritório de “Riqueza”, apelido pelo qual Cabral chama a esposa. É o caso do Metrô Rio, que repassou 1,9 milhão de reais ao escritório, da CEG, que desembolsou 865 653 reais, da Oi/Telemar, que pagou 10,5 milhões de reais, e da Light, que fez pagamentos de 3,5 milhões de reais ao Ancelmo Advogados. A receita do escritório de Adriana chegou a 73,1 milhões de reais – um salto de 457% -, entre o início e o fim das duas gestões do peemedebista no estado, entre 2007 e 2014. O lucro declarado foi de 23,2 milhões de reais. Os investigadores do MPF também acreditam que Sérgio Cabral lavou parte dos 220 milhões de reais desviados de contratos públicos de sua administração com a compra de joias. O ex-governador era cliente assíduo de três das joalherias mais badaladas do Rio: H. Stern, Antônio Bernardo e Sara Joias. Fonte: Veja



fique bem informado