Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos; evita amputação

A pesquisadora brasileira Suélia Rodrigues, da UnB (Universidade de Brasília) criou um aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos e evita amputações


  • 17/10/2025, 17h51, Foto: UnB.

A dor de ver o pai sofrendo por causa da diabetes se transformou em uma descoberta científica capaz de mudar vidas. A professora brasileira Suélia Rodrigues, da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu um aparelho que acelera a cicatrização de feridas e ajuda a evitar amputações, especialmente para pessoas com o chamado pé diabético, uma das complicações mais graves da doença.

O aparelho, batizado de “Rapha”, é resultado de quase duas décadas de pesquisa conduzidas pelo Grupo de Engenharia Biomédica da UnB, coordenado por Suélia e pelo pesquisador Adson Ferreira da Rocha. E ele está prestes a chegar aos hospitais e ao Sistema Único de Saúde (SUS). (Leia mais abaixo)

O Rapha já recebeu o selo de segurança do Inmetro e aguarda o registro da Anvisa, que permitirá sua produção em larga escala. “Ver meu pai sofrer com feridas que não cicatrizavam me fez perceber que era possível unir ciência e empatia. Eu queria que outras pessoas não precisassem passar por aquilo”, explicou a criadora Suélia Rodrigues, que também é integrante do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

Como o aparelho funciona - O Rapha combina duas inovações científicas: um curativo feito de látex natural, extraído da seringueira, e uma luz especial de LED. Juntos, esses elementos estimulam o corpo a se regenerar mais rapidamente e a fechar feridas de maneira mais eficiente.

O látex atua favorecendo a formação de novos vasos sanguíneos, enquanto a luz LED ativa as células da pele e acelera o processo de cicatrização. O uso é simples: após a limpeza da ferida, o profissional aplica a lâmina de látex sobre a região e posiciona o emissor de luz por aproximadamente 30 minutos.

Em seguida, o curativo permanece no local por 24 horas, sendo trocado diariamente conforme a orientação médica. A tecnologia permite que o tratamento seja feito de forma não invasiva e com baixo custo.

Fonte: Só Notícia Boa (Leia mais abaixo)



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