Botafogo pretende atuar no Caio Martins e em Juiz de Fora

Campo em Niterói serve para jogos pequenos, com clássicos indo para Minas


22/12/2015     às 18h35      Foto: Divulgação  20151222023039_7Em 2016, o Botafogo poderá fazer algo inédito em sua história: jogar o Campeonato Carioca sem disputar uma só partida na cidade do Rio de Janeiro. Está é a maior possibilidade no momento, já que o clube tem o interesse de jogar em dois locais que não estão nos limites cariocas: o Estádio Caio Martins, em Niterói, e o Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG). O primeiro serviria para jogos contra os times de menor investimento; o segundo, para clássicos. O presidente do clube, Carlos Eduardo Pereira, falou nesta segunda-feira (21) em entrevista à Rádio Transamérica, no programa "Arena Transamérica". Na entrevista, o dirigente explicou que, mesmo com as obras inicialmente planejadas para o Caio Martins não terem sido completadas, a estrutura para partidas pequenas não requer grandes esforços. Pereira destacou ainda que a falta de parceiros financeiros impediu que estádios como o da Portuguesa e o do Campo Grande pudessem ser reformados: - Para os jogos de menor investimento, o Botafogo pretende jogar no Caio Martins, para umas cinco mil pessoas. As instalações que já existem lá permitem essa possibilidade. E os clássicos, dependendo da disponibilidade ou não do Maracanã, podem acontecer em Juiz de Fora. No mercado, não há parceiros com nenhuma iniciativa para estádios. Nem amplicação do Caio Martins, nem na Ilha, nem Ítalo del Cima. Infelizmente, a crise que o país atravessa não permitiu que houvesse alguém com esse aporte financeiro. A definição se dá por conta do fechamento do Maracanã e do Nilton Santos para as Olimpíadas do ano que vem. Aliás, o Engenhão deve ser entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até a virada do ano. Por conta de obras que já estão sendo realizadas no estádio, o Glorioso preferiu não pedir um adiamento da entrega. - Da nossa parte, não um planejamento relativo ao Nilton Santos, pretendemos entregá-lo à Prefeitura agora, no fim do mês. A partir daí, eles cuidarão das obras e entregarão ao Comitê Organizador das Olimpíadas. A pista de atletismo está sendo refeita e a única alternativa para que ele pudesse ficar pronta a tempo dos Jogos seria gradeá-la. Ao fazer partidas ali, teríamos riscos de danos à pista e danos físicos aos atletas, se caíssem nas grades. Então, optamos por não assumir esses riscos - concluiu.



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