O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma lista com 16 pedidos de visita, solicitando autorização para encontros presenciais com políticos, aliados e figuras públicas nos próximos dias. As solicitações foram enviadas ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, responsável por analisar todos os pedidos em razão das restrições impostas ao ex-presidente em seu regime de prisão domiciliar.
Segundo a defesa de Bolsonaro, os encontros têm o objetivo de “permitir diálogo direto em reuniões específicas”, em datas a serem acertadas. Os advogados alegam que os visitantes exercem funções políticas, partidárias ou estratégicas relevantes e que o ex-presidente precisa tratá-las pessoalmente. (Leia mais abaixo)
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto, medida aplicada depois de o ministro Moraes considerar que o ex-presidente descumpriu determinações judiciais. Assim, qualquer visita — exceto as autorizadas previamente — precisa de aval do STF.
A lista de convites de Bolsonaro - Entre os nomes requeridos está o do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Também constam: (Leia mais abaixo)
A defesa também pediu que Marcus Ipiapina, assessor direto do ex-presidente, seja incluído como “visita recorrente”, sem necessidade de nova autorização a cada encontro.
Visitas já autorizadas e nova rodada de solicitações - Bolsonaro possui, atualmente, permissões válidas até 11 de dezembro, como a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prevista para 10 de dezembro. Os novos pedidos, no entanto, ampliam o número de encontros e incluem figuras que ainda não receberam aval do STF. (Leia mais abaixo)
Nos bastidores, aliados admitem que o fluxo de requerimentos tende a aumentar à medida que Bolsonaro tenta reorganizar sua atuação política externa — especialmente discussões sobre eleições municipais de 2026 e a estratégia nacional do PL.
Moraes analisará caso a caso - Todas as solicitações serão avaliadas individualmente por Alexandre de Moraes. Segundo ministros do STF, não há compromisso do tribunal em ajustar decisões penais em função de agendas políticas ou sociais do ex-presidente. (Leia mais abaixo)
Outras solicitações, especialmente de parlamentares e autoridades, tendem a ser aceitas, desde que não contrariem medidas do processo.
Fonte: Revista Oeste (Leia mais abaixo)