Atualizada às 16h36 - Horas depois de assumir o cargo nesta segunda-feira (4), o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, decidiu trocar o chefe da superintendência da corporação no Rio de Janeiro, apurou a CNN. O atual ocupante do cargo, Carlos Henrique Oliveira, poderá substituir Disney Rossetti como diretor executivo da PF, o segundo cargo mais importante da polícia.
O substituto de Oliveira ainda não foi anunciado. Rossetti foi superintendente da PF em São Paulo entre 2015 e 2019 e foi alçado a número 2 da corporação pelo ex-ministro Sergio Moro. (Leia mais abaixo)
Não é a primeira mudança na chefia da PF do Rio no governo de Jair Bolsonaro. No ano passado, o delegado Ricardo Saadi foi substituído por Oliveira. Na época, Bolsonaro chegou a dizer que a substituição tinha ocorrido por motivos de "produtividade", o que a própria PF negou em nota oficial.
Oliveira tinha sido escolhido para chefiar a PF no Rio por Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da corporação e cuja saída do cargo por vontade de Bolsonaro foi o estopim do pedido de demissão de Moro.
Também no pronunciamento em que anunciou sua demissão, Moro afirmou que Bolsonaro queria trocar novamente a chefia da PF no Rio, e que não lhe foram apresentadas razões para a mudança.
Rolando Alexandre de Souza foi empossado como diretor da PF pelo presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (4). Ele era secretário de Planejamento e Gestão da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e braço-direto do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem.
A indicação de Ramagem foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), por causa da investigação em curso sobre as circunstâncias da mudança de comando da PF. Moro denunciou tentativa de interferência política por Bolsonaro na corporação, o que o presidente nega. Ramagem é amigo da família Bolsonaro e foi a primeira escolha do presidente para suceder Maurício Valeixo no comando da PF. (Leia mais abaixo)
Bolsonaro nomeia braço direito de Ramagem para a direção da PF
O presidente Jair Bolsonaro indicou Rolando Alexandre de Souza para assumir o cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal). O decreto foi assinado pelo presidente e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e publicado em Edição Extra do DOU (Diário Oficial da União) nesta segunda-feira (4).
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Rolando é o atual secretário de Planejamento e Gestão da Abin (Agência Brasileira de Investigação), considerado “braço direito” do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, que havia sido a indicação de Bolsonaro para assumir PF.
A nomeação de Ramagem foi suspensa pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que aceitou um pedido de mandado de segurança do PDT contra a posse.
Na decisão, Moraes argumenta provável desvio de finalidade do ato da nomeação. "Analisando os fatos narrados, verifico a probabilidade do direito alegado, pois, em tese, apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação do diretor da Polícia Federal, em inobservância aos princípios da impessoalidade, da moralidade e do interesse público", escreveu o ministro. (Leia mais abaixo)
Bolsonaro disse que "não engoliu" decisão do ministro. "Não é essa a forma de tratar um chefe do executivo que não tem uma acusação de corrupção que faz tudo o possível por seu país", afirmou.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro deixou o comando da pasta após a exoneração de Maurício Valeixo do cargo, por alegar que escolha de Ramagem para PF seria uma interferência de Bolsonaro na corporação.
O presidente negou acusação e disse que acesso a conhecimento de inteligência produzido pela instituição, o que lhe foi "dificultado", é permitido por lei.
Fonte: R7/CNN Brasil