O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu que a estada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Embaixada da Hungria em Brasília não configura como uma tentativa de pedir asilo político ao governo de Viktor Orbán. O parecer foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta 3ª feira (9.abr.2024).
No documento, o chefe da PGR (Procuradoria Geral da República) se manifestou contra novas sanções a Bolsonaro. As informações são da CNN Brasil. (Leia mais abaixo)
O ex-chefe do Executivo ficou de 12 a 14 de fevereiro na embaixada húngara em Brasília. As imagens das câmeras de segurança foram obtidas pelo jornal New York Times e mostram Bolsonaro circulando pelo local e funcionários carregando itens como lençóis e travesseiros. O embaixador da Hungria também estava presente.
Na avaliação da PGR, a ida não configura como infração às medidas impostas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes –relator do inquérito que investiga suposto plano de golpe de Estado em 2022, durante o governo do ex-presidente.
Bolsonaro foi alvo da operação Tempus Veritatis, teve seu passaporte apreendido, foi proibido de se comunicar com outros investigados e não pode deixar o Brasil.
Depois das imagens na embaixada se tornarem públicas, Moraes deu 48 horas para que Bolsonaro se explicasse. A defesa alegou que se tratou um convite da Hungria para tratar da política de ambos países.
Bolsonaro, depois daqueles 2 dias, deixou o local. Ato que, na avaliação de Gonet, prova o ex-presidente não buscava asilo político na ocasião e que, por isso, não há motivo para novas sanções no momento. (Leia mais abaixo)
A PGR também cita o fato que Moraes negou o pedido de Bolsonaro para recuperar seu passaporte para viajar a Israel e que isso não agravou o comportamento do ex-presidente nem o levou a causar maiores suspeitas de que fugiria do Brasil.
ESTADA DE BOLSONARO NA EMBAIXADA A seguir, a linha do tempo da ida de Bolsonaro à embaixada da Hungria.
Fonte: Poder360