A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (11), condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus da ação penal da suposta tentativa de golpe de Estado. O julgamento seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e resultou em penas severas, tanto criminais quanto civis e administrativas.
Além das sentenças de prisão, os ministros determinaram punições adicionais: os réus perderão cargos públicos e mandatos eletivos, ficarão inelegíveis por oito anos e deverão pagar indenizações por danos morais coletivos. No caso de militares condenados, ainda poderá haver desligamento das Forças Armadas. (Leia mais abaixo)
Apesar das condenações, os réus permanecerão em liberdade enquanto houver possibilidade de recursos. Bolsonaro já se encontra em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, mas a mesma não tem relação com o processo da suposta trama golpista.
A execução das penas só terá início após o fim definitivo do processo, quando não couberem mais apelações, etapa conhecida como trânsito em julgado. (Leia mais abaixo)
Durante esse período, as defesas poderão apresentar embargos de declaração, recurso usado para apontar possíveis falhas na redação do acórdão, como contradições, omissões ou obscuridades. O prazo para apresentação é, em geral, de cinco dias, e a análise desses embargos suspende o andamento de outros recursos.
Outra via possível de recurso, os embargos infringentes, só são admitidos quando ao menos dois ministros votam pela absolvição do réu em relação a um mesmo crime. Como isso não ocorreu no julgamento – apenas o ministro Luiz Fux divergiu -, esse tipo de recurso não será aplicado. (Leia mais abaixo)
Mesmo que essas medidas dificilmente revertam o veredito, elas podem influenciar aspectos técnicos, como a dosimetria das penas.
Encerradas as possibilidades no âmbito do STF, os advogados ainda podem tentar levar os casos ao plenário da Corte ou recorrer a instâncias internacionais, a depender da estratégia jurídica adotada por cada defesa. (Leia mais abaixo)
Confira as penas de prisão definidas para os réus:
Fonte: Pleno News (Leia mais abaixo)