Faustão está em observação após passar por um transplante de rim. O boletim médico do apresentador, divulgado pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta terça-feira (27/2), deu mais detalhes sobre o estado de saúde do paciente.
“O paciente Fausto Silva deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein no dia 25 de fevereiro para preparação para um transplante de rim, em função do agravamento de uma doença renal crônica, após o Einstein ter sido acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e realizado a avaliação sobre a compatibilidade do órgão doado”, informou o documento. (Leia mais abaixo)
No fim da nota, assinada pela equipe da unidade de saúde, os especialista revelaram o estado de saúde de Faustão: “A cirurgia aconteceu, sem intercorrências, na manhã de ontem (segunda-feira, 26/2). O paciente seguirá em observação para acompanhamento da adaptação do órgão e controle clínico”.
Nova internação Na segunda-feira (26/2), Fausto Silva foi internado às pressas, 6 meses após receber um transplante de coração. Porém, desta vez, o apresentador teve um problema renal sério e foi submetido a um novo transplante, só que de rim. Faustão está no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Desde setembro do ano passado, Faustão passava por diálise, procedimento que serve para filtrar o sangue e remover o excesso de líquidos do corpo, três vezes por semana. A técnica era fundamental para a saúde do artista, já que ele teve o sistema renal comprometido quando passava por insuficiência cardíaca.
A cirurgia foi realizada em agosto do ano passado, após a piora em seu quadro clínico, que o levou para o topo da fila do Sistema Único de Saúde (SUS): “Sinto como se o meu coração batesse ainda mais forte, é uma sensação única. É algo que me faz sentir muito vivo”, comemorou, em bate-papo com o UOL.
Insuficiência cardíaca: saiba o que causa condição de Faustão No fim de agosto, foi divulgado que o apresentador de TV Faustão precisaria fazer um transplante de coração para reverter um quadro de insuficiência cardíaca. Fausto Silva estava internado em quadro estável e aguardava a disponibilização de um órgão na fila de transplantes do Sistema Único de Saúde (SUS). (Leia mais abaixo)
A insuficiência cardíaca tem diversas causas, e pode acometer pessoas que infartaram, tiveram severas reações inflamatórias ou têm pressão alta descontrolada, entre outras doenças.
A condição é a principal causa de hospitalizações no SUS, sendo que até 12% dos internados com o quadro acabam morrendo, de acordo com dados do Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil.
A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração, que funciona como uma bomba de sangue para o corpo, deixa de atuar com a intensidade necessária: em alguns casos, torna-se rígido demais para relaxar, e em outros, perde a força para fazer contrações.
De acordo com o cardiologista Pedro Paulo Nogueres Sampaio, coordenador da cardiologia do Hospital Samaritano Botafogo, no Rio de Janeiro, as causas da insuficiência cardíaca são variadas, mas a maioria dos casos são consequência de infartos, hipertensão e doenças nas válvulas do coração, especialmente as que acontecem por entupimentos de gordura no órgão.
“A insuficiência cardíaca é o evento final de todas as doenças do coração. Sem tratamento, todas as condições podem eventualmente levar até ela, desde infecções virais intensas até doenças da tireoide. Sem dúvida, porém, é o infarto tem um papel protagonista. O foco principal em termos de prevenção, portanto, seria evitar os entupimentos das veias e artérias do coração”, explica Sampaio. (Leia mais abaixo)
O coordenador do programa de transplante do HCor, o cardiologista Alexandre Soeiro, completa: “A insuficiência cardíaca é sempre uma doença preocupante, desde os primeiros momentos e antes até dos sintomas. Ela é mais complicada ainda quando há sintomas limitantes, que impedem que o paciente siga seu dia a dia, e passa a ser urgente quando o indivíduo precisa estar internado para compensar essa insuficiência”.
Fonte: Metrópoles