BNDES pode superar em 2019 investimentos feitos em 2018, diz Oliveira

O presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, durante assinatura de acordo de cooperação técnica, no auditório do TCU. O objetivo é disciplinar o intercâmbio de tecnologias, conhecimentos, informações e bases de dados entre as duas instituições


  • 06/12/2018 17h52 Foto: Divulgação .
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse que a instituição tem condição de superar em 2019, o volume de desembolsos de R$ 70 bilhões previsto para este ano, mas aposta no crescimento do mercado privado no financiamento de investimentos. De acordo com ele, o mercado de capitais está se desenvolvendo muito rapidamente, há recursos significativos disponíveis atualmente e com a retomada do nível da economia isso deve se intensificar. “Eu não gostaria de traçar aqui uma linha [de quanto o BNDES pode liberar no ano que vem], porque as discussões estão em andamento, mas o ponto principal é que não vejo risco de insuficiência de recursos para financiar investimentos”, disse após participar do lançamento da chamada para participação de empreendedores no programa de desenvolvimento de 60 startups e do edital para selecionar o gestor do centro de inovação, que vai implementar a segunda fase do projeto BNDES Garagem. Oliveira disse que apesar deste cenário, é preciso melhorar o ambiente para o investimento. “[É preciso] melhorar a segurança jurídica, melhorar a qualidade da regulação, a modelagem dos projetos. Há uma série de coisas que precisam ser feitas neste ambiente para melhorar os investimentos, mas não há falta de recursos no BNDES, no sistema financeiro, nem nacional nem estrangeiro”, disse. Aceleração Embora os números de novembro ainda não tenham sido divulgados, Dyogo Oliveira adiantou que há uma aceleração de desembolsos e aprovações de projetos. Em infraestrutura, por exemplo, já foi registrado um crescimento de 30% nas aprovações de projetos de janeiro até o final de outubro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O presidente admitiu, no entanto, que nos desembolsos o ritmo ainda foi devagar, com uma queda de pouco mais 10%, que pode ser resultado da sazonalidade muito grande com a transição da Taxa de Longo Prazo (TLP), mas o panorama deve mudar. “Acreditamos que em novembro e dezembro isso vai recuperar. Estamos trabalhando com a perspectiva de fechar o ano com R$ 70 bilhões, ou um pouco acima, de desembolsos, que seria mais ou menos a manutenção do patamar do ano passado”, disse. Fonte: Agência Brasil



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