Campos 24 Horas - Os protestos dos clubes contra a Medida Provisória do Governo Lula que proibiu a atuação de casas de apostas (Bets) no Brasil continuam nesta 30ª rodada do Brasileirão. Flamengo e Fluminense, que disputam clássico no Maracanã na tarde deste domingo (11/10), estampam em seus uniformes a frase "Proibir não é proteger".
A ação conjunta faz parte da campanha liderada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) contra a MP, decretada pelo presidente Lula no dia 25 de setembro.. Na última rodada do campeonato, a mesma frase também esteve presente em placas publicitárias de nove partidas.
Em nota, as entidades afirmam que buscam chamar a "atenção para os impactos da proibição das casas de apostas regulamentadas no país", e alertar para "o avanço das plataformas clandestinas, que operam fora das regras de fiscalização e proteção ao apostador".
Apoio nas arquibancadas - Não só o clube protestou contra MP, pois torcedores também se juntaram à manifestação. Em um ponto do setor Norte, ocupado pela torcida do Flamengo, foram estendidas três faixas. Juntas, formaram os dizeres "O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra. Lula, Congresso e STF."
O rubro-negro já havia estampada a frase "Proibir não é proteger" no jogo contra o Santos, na última quinta-feira. A mensagem ocupou o local central da camisa, destinado ao patrocinador máster. No mesmo dia, o presidente tricolor, Mattheus Montenegro, anunciou a ação conjunta. Segundo ele, a iniciativa partiu da Superbet e da Betano, patrocinadoras máster do Fluminense e do Flamengo, respectivamente. Após o clássico, o tricolor voltará a exibir a marca Superscore, fornecedora independente de estatísticas da Superbet.
Fonte: Extra