O caso da bebê de dois meses que está internada desde a última quinta-feira (23) no Hospital Ferreira Machado (HFM) com indícios de maus-tratos (aqui)– ela sofreu traumatismo craniano e fraturas nos braços e pernas, entre outras -, entra na segunda fase de depoimentos. Nesta terça-feira (28), mais uma vez a mãe foi ouvida, além da avó, o avô e dois irmãos do bebê, um de seis anos e outro de 11 anos, estes últimos acompanhados pelo Conselho Tutelar. A respeito do estado de saúde da criança, a Superintendência de Comunicação da Prefeitura de Campos informa nesta terça-feira que continua gravíssimo.
A mãe do bebê, uma vendedora de 30 anos, que teve outra criança, gêmea da vítima, atualmente estaria separada do pai delas. Inicialmente foi apurado que o bebê mora com a mãe e a avó em um bairro em Guarus. Quando deu entrada no Hospital Ferreira Machado com o bebê, a mãe contou à equipe de plantão no hospital que ela havia desmaiado e ele teria caído do seu colo, o que teria provocado traumatismo craniano e fraturas em diversas partes do corpo. (Leia mais abaixo)
No entanto, a versão da mãe passou a ficar suspeita, depois que o bebê passou por exames que mostraram que seus ossos tinham fraturas que não eram recentes, visto que já havia sinais de calcificação. O caso chocou até mesmo profissionais mais experientes do hospital.
DEPOIMENTO DA MÃE
Na última sexta-feira (24), conselheiros tutelares e policiais estiveram na casa da família para iniciar as investigações. No mesmo dia, a mãe da bebê compareceu a 146ª DP/Guarus para prestar depoimento. Na casa da família o objetivo principal foi averiguar a situação em que vive a família, assim como o estado de saúde da irmã gêmea do bebê de dois meses.
Aparentemente, a irmã estava sem problemas visíveis. A avô da criança passou a ficar com a guarda até o final das investigações dos supostos maus-tratos. O Conselho Tutelar ficou de providenciar o leite ideal para a idade da bebê, porque a encontrou tomando uma mamadeira feita com leito Ninho.
A mãe reafirmou em seu depoimento à Polícia Civil a versão que ela havia apresentado quando chegou ao Ferreira Machado, ou seja, sofreu um desmaio e a criança caiu do seu colo. E ainda negou que a bebê tenha sido vítima de maus-tratos, apesar dos exames apontarem para fraturas que podem ter ocorrido há 20 dias. Ela foi liberada após o depoimento. (Leia mais abaixo)