quarta-feira, 30 de janeiro de 2013 (Foto: Divulgação)
Polícia Civil e Ministério Público Estadual apontaram indícios de uma falha coletiva (Leia mais abaixo)
A boate Kiss realizou reformas "por conta e risco", sem passar por vistorias. Tanto prefeitura como Corpo de Bombeiros falharam na fiscalização. A banda Gurizada Fandangueira usou, no show dentro da casa noturna, artefatos pirotécnicos indicados apenas para áreas externas.
Pela primeira vez nas investigações sobre a tragédia em Santa Maria (RS), Polícia Civil e Ministério Público Estadual apontaram indícios de uma falha coletiva.
A entrevista coletiva que anunciou o que está sendo apurado ocorreu ontem, às 17h, um hora depois de o prefeito Cezar Schirmer (PMDB) ter feito um pronunciamento responsabilizando os bombeiros por erros na fiscalização.
O comandante do Corpo de Bombeiros, Guido Pedroso de Melo, negou ter havido falhas, mas se recusou a mostrar o último laudo, afirmando que, por fazer parte do inquérito, se trata de documento sigiloso.
A boate estava irregular e "não deveria estar funcionando", disse delegado Marcelo Arigony, chefe das investigações. Segundo ele, o plano de segurança contra incêndio, de responsabilidade dos bombeiros, estava vencido desde 10 de agosto, e o sanitário, da prefeitura, desde 31 de março. (Leia mais abaixo)
A polícia informou que as informações solicitadas ao município e aos bombeiros não haviam sido entregues até a conclusão desta edição.