Barril do petróleo Brent vale hoje menos de U$S 38

ARTIGO/SULEDIL


12/12/2015   às   10h50      Suledil Bernardino capaSuledil Bernardino_______________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Esta semana, o preço do barril do petróleo foi cotado no mercado internacional com o preço mais baixo dos últimos sete anos chegando a valer U$S 37,71, no último dia 11 (sexta-feira). Com certeza, esses dados refletem a desacelereção econômica mundial com uma super oferta de petróleo oferecida. A instalabilidade também foi acrescida decorrente da decisão da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em não reduzir a sua produção diária em torno de 30 milhões de barris de petróleo, por dia. A preocupação dos países orientais é com o possível crescimento da produção e venda de petróleo por parte do Irã com o fim das sanções econômicas pós acordo referendado pelos Estados Unidos quanto à produção de energia e armas nucleares. O mercado vai ter um aumento da oferta de petróleo, derivado da produção iraniana. Os Estados e Municípios produtores de petróleo vão sofrer as consequências da queda do preço do barril em suas receitas decorrentes da redução de repasses dos royalties e participações especiais. Assim como os municípios cresceram os seus serviços, nas áreas de saúde, educação e assistência, bem como ampliou os investimentos em obras públicas, agora, estão ameaçados de serem reduzidos e, até mesmo, cortados, o que não seria bom para a população que depende do poder público, ainda mais que a economia brasileira está contribuindo para a queda de repasses oriundos de impostos federais e estaduais. Campos não está de braços cruzados. A prefeita Rosinha Garotinho está lutando para encontrar uma saída, que venha normalizar o padrão administrativo implantado desde o seu primeiro ano de governo. Estão garantidos o pagamento em dia dos servidores, serviço de limpeza pública, atendimento na rede hospitalar e postos de saúde com dispensação de medicamentos. Na educação, estão garantidos o fornecimento da merenda e transporte escolar e o fornecimento de material didático, inclusive, com a doação de livros escolares. Tudo isso, graças às medidas de contenção de despesas, tomadas ainda no final de 2014 e início de 2015. Infelizmente, esta não é a realidade dos municípios do circuito do petróleo. São Joao da Barra, Quissamã, Carapebus, Cabo Frio, Rio das Ostras, por exemplo, já deixaram de prestar diversos serviços públicos à população decorrente da queda brutal de receitas, principalmente, as oriundas da indenização pela exploração do petróleo na Bacia de Campos. Vamos viver um dia de cada vez. Não desanimar e trabalhar ainda mais para vencer os grandes desafios provocados pela crise que assola o nosso país e as nossas cidades! Como todo ser humano experiente sabe, as crises passam e oportunidades surgem com novos horizontes para as futuras gerações.



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