MPF apresenta balanço da inspeção em hospitais

Procurador da República em Campos fala sobre a Operação Placebo que encontrou irregularidades nos hospitais da região


quarta-feira,. 13 de maio de 2015     -   Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas Procurador foto novAprocurador 1305O procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) em Campos, Eduardo Santos de Oliveira, concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira(13)  e apresentou um balanço da Operação Placebo nos hospitais da região. A finalidade foi averiguar a situação dos hospitais que recebem verba do Fundo Nacional de Saúde. Sete  hospitais foram inspecionados e, segundo o procurador, todas  de forma negativa, visto que foram encontradas inúmeras  irregularidades. O procurador esclareceu a condução do diretor e seis funcionários do Hospital Ferreira Machado (HFM), Ricardo Madeira, até a 134ª DP/Centro, na última terça-feira (12), após a apreensão de medicamentos com validade vencida. Segund0 Eduardo Oliveira,  a delegada de plantão entendeu que não haveria como averiguar responsabilidade do diretor, que não foi autuado em flagrante. Já os seis funcionários do HFM conduzidos para a 134ª DP,  foram autuados em flagrante por crime  contra as relações de consumo, e liberados após o pagamento de fiança. "Em relação aos medicamentos vencidos,  foi  grave, pois a minha equipe os encontrou em setores próximos aos pacientes. E a gente não pode garantir que estes medicamentos tenham sido aplicados nos pacientes. Não dá para afirmar, mas também não dá para dizer que não houve isso", disse o procurador, que acrescentou. "Existe um mapa estratégico e as inspeções vão continuar. Os relatórios das inspeções realizadas estão sob análise a fim de que seja possível decidir quais medidas serão tomadas". O MPF emitiu recomendações para todos os municípios a fim de que seja implantado controle de gestão do corpo médico, através do registro biométrico de presença, além da fixação das escalas de trabalho em local efetivamente visível ao público. O procurador reafirmou que as  inspeções foram deflagradas após denúncia de um cidadão, via internet, que informava o não comparecimento de médicos plantonistas em um hospital.



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