quinta-feira, 02 de março de 2015 - Foto: Divulgação

Petrobras poderá ter de adiar, mais uma vez, a publicação do balanço financeiro do ano passado. Marcada para o dia 30 de abril, a divulgação pode atrasar porque os métodos adotados para apurar os resultados ainda estão sob análise da autoridade americana responsável pela vigilância do mercado, a SEC (Securities and Exchange Comission).
Os técnicos da SEC receberam o relatório há duas semanas e não se manifestaram oficialmente sobre os procedimentos.
Fontes ligadas à Petrobras dizem, porém, que há sinais de que a metodologia será aprovada.
O novo cálculo não levará em conta os prejuízos causados pela corrupção revelada pela Operação Lava Jato. E deverá levar a uma baixa contábil - redução do valor dos ativos da empresa - bem menor do que a conta anterior, feita em janeiro pela consultoria Delloite e pelo banco BNP.
Pelos cálculos da Delloite, os ativos da Petrobras estavam inflados em R$ 88,6 bilhões - resultado de vários problemas, do superfaturamento das obras e à queda do preço do petróleo, que provoca desvalorização dos ativos.
A crise provocada pela divulgação dos R$ 88,6 bilhões foi apontada como a causa da queda da presidente da Petrobras, Maria Graça Foster.
Desta vez, o método é diferente e o resultado é menor. Segundo uma fonte ligada à estatal, o valor final da baixa contábil ainda não foi definido, mas deve ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 40 bilhões.