Moradores do Parque Rio Branco reclamam do transporte público precário

Foram apontados as principais carências do bairro e apontadas soluções


  • 07/10/2021, 11h00, Foto: Reprodução/Guarus 24 Horas.

Um bairro de pequenas dimensões, mas com grandeza imensa de problemas. O Parque Barão do Rio Branco, situado entre o Parque Santa Clara e o Calabouço, que tem de um lado a Avenida José Carlos Pereira Pinto, do outro a Estrada de Santa Rosa, enfrenta há vários anos buracos em profusão e crateras nas ruas que ameaçam a integridade física de condutores de carros, motociclistas e bicicletas, lixo, sujeira e entulhos acumulados nas ruas, onde a falta de iluminação, o abandono de espaços públicos, o transporte público deficiente, principalmente à noite, e os terrenos baldios que completam o quadro de descaso e abandono.    

“O bairro é bom de se morar, vizinhos se conhecem e vivem em amizade e harmonia, mas há problemas que não podemos resolver, mas que cabem às autoridades uma solução. Eles só aparecem aqui em período de eleição”, desabafa o motorista Marcelo Sá, de 42 anos. (Leia mais abaixo)

Segundo o líder comunitário, o transporte, principalmente à noite, é quase inexistente. “As mulheres que trabalham no Centro ou do Shopping Plaza de Gurus que chegam à noite do trabalho são as que mais temem por sua integridade porque são forçadas a virem a pé, passando por ruas sem iluminação, quase que às escuras. São entre 30 e 40 lâmpadas queimadas”, contabiliza Marcelo.

O quadro de abandono não para por aí. “A praça principal precisa ser revitalizada, os equipamentos estão vandalizados, assim como o prédio da UBS (unidade básica de saúde), que já está com 70% das obras concluídas, mas não tem portão ou vigilância alguns e vive completamente abandonada, servindo de ponto de consumo de drogas e prostituição”, relata Marcelo.   

A concessionária Águas do Paraíba também tem sua contribuição no quadro de mazelas. “A empresa vem aqui faz suas obras e deixa seus cascalhos e outros resíduos nas ruas, sem se preocupar com os transtornos que deixa para a comunidade”.   

A iluminação pública é outro problema entre as deficiências. “O meu amigo Jorginho do Bar, aqui na Estrada de Santa Rosa, está aqui do meu lado, ele paga R$ 70,00 de taxa de iluminação pública, mas não tem o serviço prestado. A rua fica às escuras”, denuncia ainda Marcelo.  

Os buracos também ameaçam os moradores do bairro e adjacências. “Dia desses uma menina vinha de bicicleta, desviou de um buraco, mas não viu que adiante havia mais dois buracos um metro depois. Ela acabou surpreendida com a “armadilha” e acabou sofrendo uma queda, caiu da bicicleta e se machucou toda”, relatou o morador. (Leia mais abaixo)

“A praça principal está abandonada, as famílias não tem espaço de lazer. A UBS poderia servir para sediar uma subsecretaria alguma atividade da prefeitura”, sugere.  

Nos últimos anos, o bairro e adjacências tem atraído o interesse do mercado imobiliário, com um boom a partir da expansão de moradias em diferentes empreendimentos que resultou na construção de condomínios horizontais e verticais como o Terra Nova (com mais de 450 casas) e o Bem Viver com mais de 12 prédios residenciais.

“O poder público precisa olhar o bairro com mais atenção porque, afinal, somos trabalhadores e pagadores de impostos. Espero que as autoridades tenham mais sensibilidade e compromisso com a comunidade. Porque não se trata apenas deste governo. A situação já se arrasta há muito tempo”, concluiu Marcelo Sá.



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