Postado por Fabiano Venancio - A Petrobras anuncia haver conseguido novos bons resultados em seu programa de Revitalização da Bacia de Campos, que tem investimentos de US$ 23 bilhões até 2029. Inclusive, pelo menos 18 blocos offshore serão lançados em 2026, nas Bacias de Campos e de Santos, segundo anunciou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin na última sexta-feira, em Nova Délhi, na Índia, onde a Petrobras assinou contrato para fornecer 6 milhões de barris de petróleo ao país asiático ao longo de um ano. Entre as declarações de Alkmin levantadas pelo Campos 24 Horas, a Petrobras reiniciou pela segunda vez a perfuração do poço pioneiro do bloco C-M 477, em águas ultraprofundas da Bacia de Campos, a 2.981 metros de lâmina d'água.
O reinício foi necessário após a perda do poço original. Nesses casos, as operadoras realizam a perfuração de um "poço repetido", que mantém os mesmos objetivos geológicos. A perfuração do poço pioneiro do bloco C-M477 começou no final de setembro. (Leia mais abaixo)
A primeira tentativa de reiniciar a perfuração na área havia sido realizada no último domingo (12). O bloco foi arrematado em 2019, durante a 16° Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) por R$ 2.045 bilhões.
A área é operada pela Petrobrás, que detém 70% de participação em parceria com a bp, responsável pelos 30% restantes.
No último dia 07/10, a Petrobras anunciou a descoberta de indícios de petróleo no bloco do pré-sal da Bacia de Campos, de Água Marinha, no poço 1-BRSA, em lâmina de 2,6 milhões metros.
A perfuração foi iniciada em julho, através do navio-sonda Deepwater Aquila, de propriedade da Transocean.
Água Marinha foi adquirida pela Petrobrás no 1° Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da ANP, realizado no final de 2022, após ter exercido seu direito de preferência. O contrato foi avaliado em US$ 486 milhões. (Leia mais abaixo)
A estatal possui participação de 39% no bloco, como operadora, em parceria com a Totalenergies (30%), Petrobras (20%) e Qatar Energy (20%).
Alckmin lidera uma missão oficial que apresentou à Índia um pacote de propostas de cooperação na área da energia que integra uma agenda mais ampla de aproximação entre os dois países.
A cooperação inclui a inauguração de um escritório da Embraer, em Nova Délhi, além de celebração de novos acordos e contratos da indústria de aeronaves com o país asiático, o mais populoso do mundo e um dos maiores clientes da Embraer.