A gerência regional da Petrobras celebrou os 44 anos de história da Bacia de Campos, com um encontro virtual com imprensa, no último fim de semana, onde o gerente geral da Unidade de Exploração e Produção da Bacia de Campos, Suen Marcet Santiago de Macedo confirmou investimentos de US$ 13 bilhões, entre 2021 e 2025, principalmente na revitalização dos poços de petróleo dos campos maduros. O Campos 24 Horas participou da coletiva que contou jornalistas de vários veículos da região. .
Segundo Suen, empresas que adquiriram campos na região que eram operados pela Petrobras têm promovido uma dinamização do setor de óleo e gás e perspectivas de incremento nas economias locais. Pelo menos seis novas empresas passaram a atuar na região, com perspectivas de alavancar a produção. . (Leia mais abaixo)
O gerente regional frisou que o aumento da produção vai gerar maior retorno para a sociedade por meio de tributos, royalties, participações especiais, empregos e dividendos.
Para investir na revitalização de seus campos na Bacia de Campos a Petrobras tem realocado investimentos por meio da gestão ativa de portfólio, que dentro de seus objetivos é estar em negócios compatíveis com o tamanho da Petrobras.
Para celebrar a data, a companhia selecionou 10 fatos que consideram mais importantes para fortalecer a presença da Petrobras na Bacia de Campos.
MAIS 27 ANOS - Dois contratos para fornecimento de linhas flexíveis que serão utilizadas no projeto de revitalização da produção dos campos de Marlim e Voador foram assinados em junho. Do total de 448 km de linhas flexíveis do projeto, 280 km foram contratados junto à empresa NOV e 168 km com a Baker Hughes. Além disso, o projeto operado 100% pela Petrobras prevê a instalação de duas novas plataformas do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência de óleo) na área Norte (Módulo 1) e na área Sul (Módulo 2) do campo de Marlim, estendendo a produção por mais 27 anos. Os novos sistemas possibilitarão a ampliação da produção atual de Marlim e Voador dos cerca de 45 mil boepd (barris de óleo equivalente por dia) para cerca de 153 mil boepd, oferecendo uma importante frente de aprendizado e conhecimento para outros projetos de revitalização.
RESILIÊNCIA - São US$ 13 bilhões em investimentos programados pelos próximos cinco anos somente nessa bacia – com foco em ativos estratégicos para manter a sustentabilidade da nossa produção. E sabe por que a Bacia de Campos continuará a exercer papel fundamental em nosso portfólio de negócios? Porque além de reunir ativos de classe mundial, com alto potencial de geração de valor, concentra uma série de projetos com grande capacidade de resiliência mesmo diante de mudanças bruscas de cenário e oscilações na cotação do barril de petróleo. (Leia mais abaixo)
MUITAS FRENTES -Programamos uma plataforma para o complexo integrado doParque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos, com potencial de produzir 100 mil bpd. Outra frente será a interligação de mais de 100 novos poços aos sistemas já instalados na bacia. Em paralelo, ainda concentraremos esforços na perfuração de 20 novos poços exploratórios nessa bacia.
GIGANTE EM ÁGUAS PROFUNDAS - Se hoje o Brasil figura no seleto grupo dos maiores produtores de petróleo e gás offshore, devemos muito à Bacia de Campos. Os números impressionam. Do primeiro óleo aos dias de hoje, foram nada menos que 14 bilhões de barris de óleo e gás (boe) acumulados. A região responde atualmente por cerca de 30% de toda a produção nacional e ainda há muito potencial a desenvolver. Com 25 unidades em produção, essa bacia ocupa uma área que vai do Espírito Santo, na altura de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio de Janeiro. São cerca de 281 poços produtores em operação - e 7 mil colaboradores trabalhando nas mais diversas frentes de atuação.
POLO DE INOVAÇÕES INTERNACIONAIS - Foi na Bacia de Campos que colocamos em operação o primeiro FPSO (unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência de óleo) do mundo e desenvolvemos tecnologias que reconfiguraram a indústria de petróleo e gás offshore. Transformamos o que era aparentemente impossível – produzir em profundidades nunca antes alcançadas – em realidade. Um grande passo que nos elevou à condição de players mundiais do setor.
DESCOBERTAS EM SÉRIE - Ao longo dos últimos anos, acumulamos uma sucessão de novas descobertas: os resultados alcançados nos poços de Brava (campo de Marlim); Tracajá (Marlim Leste); Poraquê Alto (Marlim Sul); Carimbé (Caratinga) e Náutilus (Barracuda) motivaram nossas equipes de geólogos e geofísicos a continuar prospectando essa região em busca de óleo novo. Em janeiro desse ano, foi a vez do poço pioneiro e Urissanê, operado em parceria com a Exxon no pré-sal da Bacia de Campos, a cerca de 200 km da costa. Em 2020, identificamos a presença de hidrocarbonetos no poço batizado de Naru, pioneiro do pré-sal no bloco C-M-657, operado em parceria com a Exxon e Equinor. E a jornada da descoberta foi marcada por um ineditismo: foi o primeiro poço exploratório da história da Petrobras planejado e perfurado desde seu início com as equipes atuando a distância, em regime de teletrabalho, devido à pandemia do coronavírus.
LEILÕES - Nossa participação nos últimos leilões de blocos exploratórios promovidos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi intensificada. Somente as áreas adquiridas entre 2017 e 2019 ocupam uma extensão de 13 mil km2, o equivalente a uma nova Bacia de Campos. (Leia mais abaixo)
CAMPOS MADUROS - Se a Bacia de Campos produz hoje 800 mil boe (barris de óleo equivalente) por dia, é porque investimos maciçamente em sua revitalização. Para se ter ideia, se não tivéssemos aplicado recursos em sua recuperação, ela estaria produzindo hoje 300 mil boe por dia. Como a Bacia de Campos é madura, seus campos já atingiram o auge de sua produção – e hoje estão em fase de declínio, num processo natural que ocorre em todo ativo de petróleo e gás. Para reverter a curva de declínio, investimos nos últimos 10 anos US$ 53 bilhões nessa bacia, colocando em operação 269 poços, além de 10 novos sistemas de produção.
FATOR DE RECUPERAÇÃO - É o quanto de óleo que conseguimos extrair de um reservatório. No caso dos campos maduros, aumentar o fator de recuperação é crucial para garantir sua eficiência e a sustentabilidade de sua produção. Isso representa um desafio enorme, já que eles estão em fase de declínio natural de produção. Para aumentar a vida útil do campo de Roncador, por exemplo, ativo de classe mundial da Bacia de Campos, firmamos parceria estratégia com a Equinor, empresa que é referência nesse segmento. Somente nesse campo, a expectativa é aumentar o fator de recuperação em pelo menos 5%. Com esse acréscimo, a expectativa é incorporarmos um volume adicional de aproximadamente 500 milhões boe à nossa produção.
CONTRATOS DE CONCESSÃO - Outra perspectiva promissora é que conseguimos, junto à ANP, ampliar os prazos de contratos de concessão dos campos de Espadarte – por mais 14 anos, até 2039 -, além de Roncador, Barracuda, Caratinga e Jubarte – os quatro, por mais 25 anos, além de 2050. Esse prazo estendido nos assegura traçarmos uma estratégia de atuação nesses ativos com horizonte de longo prazo.
Os jornalistas também tiveram a oportunidade de participar de uma visita virtual pelo Centro de Operações Integradas da Petrobras (COI), que funciona no bairro de Imbetiba, onde profissionais operam a distância e em tempo real a produção oferecem suporte virtual às plataformas da Bacia de Campos.