Auxiliadora propõe permanência do Coronel Ramiro

A parlamentar criticou a troca de comando de batalhão sem que se levasse em consideração a opinião da comunidade


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014    -    Foto: Arquivo Auxiliadora  nova A Vereadora Auxiliadora Freitas (PHS) apresentou esta semana requerimento à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campos solicitando que o Legislativo campista remetesse ofício à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, solicitando a permanência do Tenente-Coronel Ramiro Campos no comando do 8° Batalhão da PM. O comandante foi exonerado no último sábado, surpreendendo a comunidade, que vinha aprovando o seu estilo de atuação e que agora se mobiliza pelo seu retorno. - O melhor caminho que existe na política é o do diálogo. Principalmente quando ele se estabelece com ampla participação da sociedade, da imprensa e dos poderes legais. Assim vinha sendo a gestão do Tenente-Coronel Ramiro Campos à frente do 8° Batalhão de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, responsável pela segurança pública não só de Campos, mas também de São João da Barra, São Fidélis e São Francisco de Itabapoana. Por isso é que estamos propondo que o caminho seja o da ponderação junto às autoridades estaduais – disse Auxiliadora. A parlamentar também criticou a troca de comando de batalhão sem que se levasse em consideração a opinião da comunidade. - Desconhecemos as verdadeiras razões pelas quais, subitamente, trocou-se o comando do Batalhão. Tudo o que falarmos ou dissermos a este respeito não passará de ilações. Contudo, evidenciado está que, mais uma vez, a comunidade, os poderes municipais, entidades de classe e sociedade civil foram ignorados neste processo. E que isto se deu na contramão do que estava fazendo o Coronel Ramiro Braga em Campos – destacou. Auxiliadora também destacou que o trabalho realizado pelo Tenente-Coronel Ramiro Campos na cidade estava devolvendo a sensação de segurança à população. - A revolução feita por ele, mesmo que num breve espaço de tempo, não foi suficiente para acabar com a violência e com a marginalidade. Mas foi o suficiente para fazer com que recuperássemos a confiança no trabalho da Polícia Militar e a sensação de segurança, há muitos anos perdida. Isto porque ele aproximou a PM da comunidade. Porque conseguiu mobilizar a sociedade civil, os poderes executivo e legislativo municipal, além de todo povo de nossa cidade, articulando-se com todos, indistintamente - considerou. Auxiliadora também classificou como equivocada a política de segurança pública do Estado, dando como exemplo a existência de protecionismo da capital em detrimento do interior - Além de termos a migração da marginalidade para a nossa região como efeito colateral das UPPs, ainda temos de suportar sermos ignorados neste processo de troca de comando de batalhão que, em absoluto, somos a principal parte, pois o bem jurídico tutelado neste caso é a vida de cada um de nós. Auxiliadora também fez questão de deixar claro que suas ponderações não possuem cunho ideológico-partidário. - Não é minha pretensão pessoalizar ou partidarizar tal ato, que é uma prerrogativa legal do governo do Estado. Entretanto, é necessário deixar clara a insatisfação do Poder Legislativo do Município de Campos dos Goytacazes com relação não só à troca de comando em si, sobretudo pelo fato de nós, como ente federativo, sempre sermos ignorados quando isto ocorre. Nosso desejo é o de que o governador, o secretário estadual de segurança pública e o Comandante-Geral da PM reflitam que vivemos num estado democrático de direito e que o sufrágio universal não lhes dá o direito de se sobreporem à supremacia do interesse público e da coletividade – finalizou.



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