), assassino da universitária de São João da Barra, Luiza Mariano da Silva, de 23 anos, na lavanderia Itapoã, onde ela trabalhava, em Vila Velha(ES), foi condenado a 20 anos de prisão durante julgamento nesta quarta-feira (4), no fórum da cidade. Leandro está preso desde o dia 7 de julho, após uma ação de investigação rápida, que resultou na obtenção de várias provas. Depois da prisão, Leandro confessou a autoria. Ele disse que, na noite anterior ao assassinato, ele ingeriu bebidas alcoólicas e usou cocaína
Em 29 de junho, Luiza foi encontrada morta dentro do banheiro da lavanderia, em Vila Velha. O corpo tinha marcas de violência e muitas perfurações.
Familiares da vítima acompanharam o julgamento. Cláudia Mariano, mãe da vítima, organizou uma manifestação em frente ao fórum da cidade capixaba. (Leia mais abaixo)
"Não havendo outras circunstâncias legais a serem analisadas, fixo a pena definitiva em 20 (vinte) anos de reclusão, e no pagamento de 10 (dez) dias multa"(trecho da decisão do juiz Augusto Farias de Souza).
O CRIME
A universitária de 23 anos foi encontrada morta dentro do banheiro de uma lavanderia na Rua Belo Horizonte, em Itapoã, Vila Velha. O corpo possuía marcas de agressões físicas e também perfurações causadas por golpes de faca. A vítima estava sozinha e teve o celular levado pelo assassino, que trancou a porta depois do crime.
Luiza Mariano da Silva era funcionária da lavanderia havia dois meses e tinha saído cedo de casa para mais um dia de trabalho. A mãe dela foi ao local para levar almoço para a filha e viu o estabelecimento fechado. Um tio de Luiza foi acionado, chamou um chaveiro e conseguiu entrar. O corpo da jovem estava dentro do banheiro.
Natural de São João da Barra, no Norte do Rio de Janeiro, a jovem cursava Psicologia na Universidade Vila Velha.
ASSASSINO CONFESSA O CRIME
Foi preso no dia 7 de julho o assassino da universitária Luiza Mariano da Silva, 23 anos, morta dentro da lavanderia em que trabalhava, no bairro Itapoã, em Vila Velha. O crime aconteceu no dia 29 de junho.
Leandro Matheus Marins Silva, 28 anos, confessou o crime. Ele é marido de uma ex-funcionária da lavanderia. Segundo o delegado Janderson Lube, titular da Delegacia Especializada de Homicídio Contra a Mulher (DHPM), Leandro teria ido ao local atrás do dono do estabelecimento cobrar uma dívida da esposa referente à verba de rescisão do contrato dela.
O QUE O ASSASSINO DIZ
Segundo Leandro, na noite anterior ao assassinato, ele ingeriu bebidas alcoólicas e usou cocaína. Depois, já de dia, foi uma primeira vez à lavanderia, por volta das 9 horas da manhã, à procura do proprietário do estabelecimento. Lá encontrou Luiza, que informou a Leandro que o patrão não estava no local. Ele pediu o telefone do proprietário, mas Luiza negou a informação.
Ainda de acordo com o assassino, por volta das 10h40, ele retornou à lavanderia e pediu novamente o telefone do dono do estabelecimento e Luiza disse que não passaria. Naquele momento ele pediu que Luiza pegasse uma sombrinha e um chinelo que pertenciam à esposa dele (ex-funcionária do local). Quando Luiza pegou uma sombrinha e mostrou, ele disse que não era aquela. Luiza voltou ao banheiro para procurar e Leandro se aproveitou para dar um golpe de 'gravata' na vítima, a derrubando.
Luiza tentou se defender e pegou um objeto perfurante. Só que Leandro usou um fio de ventilador para enforcar a vítima e tomar o objeto cortante das mãos dela, dando três golpes no pescoço de Luiza. Em seguida, ele pegou o dinheiro do caixa, o celular da vítima e fugiu. O assassino diz que jogou o aparelho no canal de Itapoã, próximo ao local do crime.